Saúde OMS: mudança climática favorece casos de dengue e pode levar a novas novas epidemias de zika

OMS: mudança climática favorece casos de dengue e pode levar a novas novas epidemias de zika

Organização constatou que os mosquitos da família Aedes se propagam mais rapidamente sob as novas condições de clima

AFP
  • Saúde | por AFP

Resumindo a Notícia
  • Casos de dengue e chikungunya estão aumentando após mudanças climáticas.

  • OMS alerta que também haverá epidemias de zika em razão dessas alterações.

  • Organização pede que países reduzam a propagação dos mosquitos para evitar surtos.

  • Dengue é endêmica em 100 países.

Mudanças no clima favorecem a propagação dos mosquitos do gênero Aedes

Mudanças no clima favorecem a propagação dos mosquitos do gênero Aedes

Divulgação

A dengue e outras doenças causadas por vírus transmitidos por mosquitos se propagam muito mais e são mais abrangentes sob os efeitos da mudança climática, advertiu, nesta quarta-feira (5), a OMS (Organização Mundial da Saúde), que teme surtos mundiais.

Os especialistas da organização alertaram para o aumento de casos de dengue e chikungunya, e acreditam que haverá novas epidemias de zika.

Essas três doenças são causadas por arbovírus (vírus transmissíveis por artrópodes), que infectam o homem através da picada de mosquitos do gênero Aedes.

"A mudança climática teve um papel-chave para facilitar a propagação dos mosquitos vetores", declarou Raman Velayudhan, que coordena a iniciativa da OMS sobre a dengue e os arbovírus.

Com sua colega Diana Rojas Álvarez, responsável pela luta contra chikungunya e zika, os dois pediram uma ação rápida para reduzir a propagação dos mosquitos, diante do risco de ocorrerem surtos para além das regiões históricas de transmissão.

A dengue é endêmica em 100 países, mas representa uma ameaça para outros 29. O número de casos vem aumentando de forma exponencial nos últimos anos, passando de meio milhão em 2000 para 5,2 milhões em 2019, detalhou Velayudhan.

A chikungunya, que já foi detectada em 115 países desde a sua descoberta nos anos 1950, registra um aumento espetacular nas Américas, advertiu Rojas Álvarez. Desde janeiro, foram detectados cerca de 135.000 casos no continente, em comparação com os 50.000 registrados no primeiro semestre de 2022.

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