Saúde Sarampo agora é uma ameaça global iminente, dizem OMS e agência de saúde dos EUA

Sarampo agora é uma ameaça global iminente, dizem OMS e agência de saúde dos EUA

A situação foi influenciada pela pandemia de Covid-19, que diminuiu a cobertura vacinal contra doença

Reuters

Resumindo a Notícia

  • A OMS e os CDCs classificaram o sarampo como uma ameaça iminente
  • Segundo o líder de sarampo da OMS, 'estamos em uma encruzilhada'
  • A pandemia de Covid-19 influenciou o retorno da doença como uma preocupação de saúde
  • Quase 40 milhões de crianças não tomaram uma dose contra o sarampo em 2021
Quase 40 milhões de crianças perderam uma dose da vacina contra o sarampo em 2021

Quase 40 milhões de crianças perderam uma dose da vacina contra o sarampo em 2021

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Existe agora uma ameaça iminente de propagação do sarampo em várias regiões do mundo, já que a Covid-19 levou a um declínio constante na cobertura vacinal e enfraqueceu a vigilância da doença, disseram a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a agência de saúde pública dos Estados Unidos.

O sarampo é um dos vírus humanos mais contagiosos e é quase totalmente evitável por meio da vacinação. No entanto, requer 95% de cobertura vacinal para prevenir surtos nas populações.

Um recorde de quase 40 milhões de crianças perdeu uma dose da vacina contra o sarampo em 2021, devido a obstáculos criados pela pandemia de Covid, disseram a OMS e os CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, em um relatório conjunto.

Embora o número de casos de sarampo ainda não tenha aumentado dramaticamente em comparação com os anos anteriores, agora é a hora de agir, disse o líder do sarampo da OMS, Patrick O'Connor.

"Estamos em uma encruzilhada", disse ele na terça-feira (22). "Serão de 12 a 24 meses muito desafiadores tentando mitigar isso."

Uma combinação de fatores, como medidas prolongadas de distanciamento social e a natureza cíclica do sarampo, pode explicar por que ainda não houve uma explosão de casos, apesar do aumento das lacunas de imunidade. Mas isso pode mudar rapidamente, segundo O'Connor, que ressaltou a natureza altamente contagiosa da doença.

A OMS já viu um aumento de grandes surtos perturbadores desde o início de 2022, que passaram de 19 para quase 30 até setembro, disse O'Connor, acrescentando que ele estava particularmente preocupado com partes da África subsaariana.

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