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Tecnologia e Ciência
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Chuva de meteoros Perseidas terá seu pico nesta madrugada

Fenômeno proporcionará um espetáculo no céu no hemisfério norte e será visível também no Brasil

Tecnologia e Ciência|Sofia Pilagallo*, do R7

Registro da chuva de meteoros Perseidas sobre o fundo da Via Láctea
Registro da chuva de meteoros Perseidas sobre o fundo da Via Láctea Registro da chuva de meteoros Perseidas sobre o fundo da Via Láctea

Pessoas de todas as partes do Brasil poderão observar a chuva de meteoros Perseidas, que terá seu pico, isto é, seu período de maior visibilidade, na madrugada de quarta (11) para quinta-feira (12). Essa é considerada a chuva de meteoros mais intensa do ano e proporcionará um espetáculo no céu no hemisfério norte, com uma estimativa de 120 meteoros por hora — ou seja, dois a cada minuto.

Segundo o professor Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), no Brasil, o fenômeno privilegia aqueles que vivem sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do país, onde, nas condições ideais, será possível observar mais de 10 meteoros por hora, em média. Quanto mais ao norte, maior a visibilidade.

O melhor horário para fazer a observação será a partir das 3h da manhã, quando o radiante da Perseidas — a Constelação de Perseu — já estará longe da linha do horizonte e em uma posição bem alta no céu. A impressão será que todos os meteoros partirão deste único ponto, mas trata-se de um efeito de perspectiva.

"A orientação é reclinar-se em uma cadeira de praia ou algo do tipo, de modo a ter o maior campo de visão possível, e olhar para o céu em todas as direções — tudo isso, claro, em um local afastado das luzes da cidade, como uma chácara ou um sítio, uma vez que toda e qualquer luminosidade pode ofuscar o brilho dos meteoros. A Lua estará no início de sua fase crescente e não deve atrapalhar em nada a observação", afirma.

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Popularmente conhecido como "estrela cadente", um meteoro é um fenômeno que caracteriza a passagem de meteoroides, isto é, fragmentos de cometas ou asteroides, pela atmosfera terrestre, provocando um rastro brilhante no céu. No caso da Perseidas, o cometa em questão é o 109P/Swift-Tuttle, um astro periódico com um tempo orbital de 133 anos que fará sua próxima passagem perto do Sol em 2135.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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