Incêndio Museu Nacional

Tecnologia e Ciência Defesa Civil faz vistoria para avaliar risco do Museu Nacional desabar

Defesa Civil faz vistoria para avaliar risco do Museu Nacional desabar

Incêndio começou na noite deste domingo (2). Rescaldo, feito pelo Corpo de Bombeiros, terminou por volta das 10h30

  • Tecnologia e Ciência | Juliana Moraes, do R7, e Lucas Ferreira*, do R7, no Rio de Janeiro

Defesa Civil fez vistoria no Museu Nacional

Defesa Civil fez vistoria no Museu Nacional

Erbs Jr/ Framephoto/ Estadão Conteúdo - 02.09.2018

A Defesa Civil do Rio de Janeiro fez uma inspeção no Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído por um incêndio de grandes proporções, na manhã desta segunda-feira (3), para avaliar o risco de desabamento do prédio. 

O órgão deverá dar mais detalhes sobre a vistoria no início da tarde.

O repórter da RecordTV Rael Policarpo, que está em frente ao Museu Nacional do Rio de Janeiro, informou que o rescaldo, feito pelos Bombeiros, terminou por volta de 10h30. O incêndio, por sua vez, foi controlado por volta das 3h30 desta segunda e não conta com vítimas.

Dentro de instantes, funcionários do Museu e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) vão entrar no museu para ver se encontram materiais que podem ser restaurados ou não foram atingidos pelas chamas.

A investigação das causas do incêndio será responsabilidade da PF (Polícia Federal), mas policiais civis do Rio de Janeiro já estão no local e vão ajudar na perícia.

Em 2015, um projeto destinou ao Museu Nacional do Rio de Janeiro um aporte de R$ 27 milhões para a revitalização. O dinheiro foi liberado neste ano, mas não houve tempo hábil para o investimento — o conserto dos hidrantes, que não funcionaram, estava previsto na reforma.

Sobre o museu

Localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, o museu pegou fogo na noite deste domingo (2) e estava fechado para visitação no momento em que o incêndio começou.

O prédio histórico de dois séculos foi residência das famílias real portuguesa e imperial brasileira e tem um dos acervos mais importantes do país — são cerca de 20 milhões de peças sobre geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia.

No local, estava a maior coleção de múmias egípcias das Américas, havia ainda esqueletos de dinossauros e várias peças de arte.

O prédio tem três andares e é ligado à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Pela análise preliminar dos bombeiros, o fogo atingiu a maior parte do edifício – duas áreas em que estão coleções e exposições, além da parte administrativa. Mas um setor teria sido preservado. O teto de algumas das áreas de exposição desabou.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Raphael Hakime

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