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Facebook concorda em pagar R$ 3,5 bilhões e cria site para devolver grana a usuário com dados vazados

Acordo é fruto de escândalo de 2018 em que até 87 milhões foram vítimas de uso impróprio de informações pela Cambridge Analytica

Tecnologia e Ciência|Do R7

Meta, que é dona do Facebook, aceitou em pagar indenização bilionária
Meta, que é dona do Facebook, aceitou em pagar indenização bilionária Meta, que é dona do Facebook, aceitou em pagar indenização bilionária

O Facebook aceitou uma decisão da Justiça para pagar R$ 3,5 bilhões (US$ 725 milhões) a usuários da rede social que tiveram dados vazados pela Cambridge Analytica, empresa especializada em prospecção e análise de dados envolvida num escãndalo em 2018 e que foi usada pela campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos.

Para repassar o dinheiro, a big tech criou um site para identificar os eventuais prejudicados com o caso — clique aqui e veja se você tem direito a algum recurso. Até 87 milhões de pessoas , que têm perfis no Facebook, podem ter tido os dados pessoais acessados indevidamente pela empresa terceirizada, que entrou com pedido de falência em 2018.

O dinheiro, porém, está restrito a usuários que acessaram o Facebook dos Estados Unidos entre maio de 2007 e dezembro de 2022. "Se você era um um usuário do Facebook nos Estados Unidos entre 24 de maio de 2007 e 22 de dezembro de 2022, você pode ser elegível para receber um pagamento em dinheiro por conta de um Acordo de Ação Coletiva", diz o site.

Tem mais uma regra: o usuário que se sentiu prejudicado precisa preencher um formulário para reclamar. O acesso pode ser feito aqui, basta clicar. O prazo para enviar a solicitação é 25 de agosto de 2023. Quem não apresentar uma reclamação até esta data perderá direito ao acordo e também a outras ações legais.

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Empresa de Mark Zuckerberg vai destinar R$ 3,5 bilhões após caso da Cambridge Analytica
Empresa de Mark Zuckerberg vai destinar R$ 3,5 bilhões após caso da Cambridge Analytica Empresa de Mark Zuckerberg vai destinar R$ 3,5 bilhões após caso da Cambridge Analytica

Vale lembrar que os usuários que não aceitarem esse acordo podem entrar com uma nova ação na justiça contra a Meta. Neste caso, basta cancelar o pedido de dinheiro feito pelo site até 26 de julho de 2023 — um mês antes do prazo final. 

De acordo com o site NPR, uma cadeia de rádio pública dos Estados Unidos, trata-se da maior recuperação já registrada em uma ação coletiva de privacidade de dados e o máximo que o Facebook pagou para resolver uma ação coletiva privada.

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Dados vazados pelo Facebook

Ao longo dos anos, a Meta, que é proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, enfrentou alguns processos judiciais de usuários que alegam que a empresa permitiu que seus dados de usuário fossem acessíveis a terceiros sem a permissão deles.

Os advogados de defesa das vítimas indicaram, em ação coletiva, que o Facebook facilitou o acesso a dados de amigos dos usuários prejudicados, além de falhar no monitoramento desses conteúdos. Para completar, segundo os advogados, a rede social não aplicou punições depois de descobrir o acesso indevido a dados pela empresa.

Para ter acesso a algum pagamento, além de ter acessado o Facebook do território dos Estados Unidos, o usuário deverá pagar taxas administrativas, o que deve reduzir consideravelmente a quantia, alerta o site Mashable, especializado na cobertura de tecnologia. De qualquer forma, é dinheiro de graça que pode voltar para o seu bolso.

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