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Instrumento espacial da Nasa é lançado para medir poluição na América do Norte

O dispositivo foi inserido em um satélites de telecomunicações em que irá calcular as informações do ar de hora em hora 

Tecnologia e Ciência|

An aerial view shows a thermal power plant in the Siberian city of Krasnoyarsk, Russia, February 12, 2023. REUTERS/
An aerial view shows a thermal power plant in the Siberian city of Krasnoyarsk, Russia, February 12, 2023. REUTERS/ An aerial view shows a thermal power plant in the Siberian city of Krasnoyarsk, Russia, February 12, 2023. REUTERS/

Um satélite decolou da Flórida, na madrugada desta sexta-feira (7), dotado de um novo instrumento da Nasa, a Agência Espacial Americana, que permitirá medir hora a hora, bairro por bairro, a poluição do ar na América do Norte.

Esta ferramenta científica, denominada TEMPO, deverá permitir acompanhar com muito mais precisão do que antes a difusão dos poluentes, desde sua fonte emissora e à medida que se propagam pelo vento.

Suas aplicações são múltiplas: melhorar os alertas aos habitantes, em caso de má qualidade do ar; fornecer informações que permitam melhores escolhas dos locais onde novos detectores devem ser instalados no solo ou mesmo ajudar na investigação sobre o impacto dos poluentes atmosféricos na saúde.

Essa ferramenta também mede a poluição causada pelos incêndios, cada vez mais frequentes pelo aquecimento global.

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Cerca de 40% dos americanos (aproximadamente 137 milhões de pessoas) vivem em áreas com má qualidade do ar, de acordo com a Associação Americana do Pulmão. As áreas mais pobres se veem afetadas de forma desproporcional.

A poluição do ar causa aproximadamente 60.000 mortes prematuras a cada ano nos Estados Unidos. Também é prejudicial para a economia, devido ao seu impacto na produtividade dos trabalhadores e até nas lavouras.

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De hora em hora

Os satélites usados até o momento para fazer esse tipo de avaliação nos Estados Unidos estão a uma altitude em torno de 700 km e dão uma volta na Terra cerca de 15 vezes ao dia.

“Poderemos ter medições todos os dias sobre Nova York, por exemplo, às 13h30”, explicou Caroline Nowlan, física atmosférica do Centro de Astrofísica, em entrevista coletiva.

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O TEMPO, que pesa pouco menos de 140kg, vai-se acoplar a um satélite em órbita geoestacionária, a uma altitude de mais de 35.000km. Circulará a Terra, portanto, ao mesmo tempo em que gira em torno de si mesma, o que lhe permitirá estar sempre acima da América do Norte.

"Pela primeira vez, poderemos fazer medições hora a hora" nesta parte do mundo, acrescentou Nowlan.

A órbita geoestacionária é muito comum para satélites de telecomunicações, e foi em um deles que se inseriu o TEMPO, o satélite Intelsat IS-40e.

O satélite decolou na sexta-feira às 00h30, horário local (1h30 em Brasília), a bordo de um foguete SpaceX Falcon 9, do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

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