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Spyware israelense foi usado para hackear pessoas e organizações de pelo menos 10 países

As invasões foram descobertas através de uma parceria Microsoft e Citizen Lab, que investigaram empresas israelenses 

Tecnologia e Ciência|Do R7

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Ferramentas de hacking de uma empresa israelense foram utilizadas contra jornalistas, figuras de oposição e organizações ativistas em pelo menos dez países, incluindo da Europa e América do Norte, de acordo com novos relatórios publicados nesta terça-feira (11) pela Microsoft e pelo Citizen Lab, um observatório da internet.

O Citizen Lab disse ter identificado cinco vítimas que tiveram iPhones hackeados por meio do uso do software de vigilância desenvolvido pela empresa israelense QuaDream. A companhia é uma concorrente menos conhecido da empresa de spyware israelense NSO Group, que foi colocada em lista de restrições pelo governo norte-americano por alegações de abuso.

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A Microsoft disse acreditar com "alta confiança" que o spyware está "fortemente ligado à QuaDream". Em comunicado, a conselheira-geral associada da companhia, Amy Hogan-Burney, disse que grupos de hackers mercenários como a QuaDream "prosperam nas sombras" e que expô-los publicamente é "essencial para interromper essa atividade".

A advogada israelense Vibeke Dank, cujo email está listado no formulário de registro da QuaDream, não respondeu a uma mensagem solicitando comentários.

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As repetidas tentativas da Reuters de entrar em contato com a QuaDream, no ano passado, não tiveram sucesso, incluindo uma visita ao escritório da empresa nos arredores de Tel Aviv.

A Reuters noticiou em 2022 que a QuaDream havia desenvolvido anteriormente uma ferramenta de hacking que não necessita de interação, semelhante aos programas implantados pela NSO.

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Tais ferramentas de hacking, conhecidas como "zero clique", podem comprometer dispositivos remotamente sem que o proprietário precise abrir um link malicioso ou baixar um anexo corrompido.

A NSO não retornou imediatamente a um pedido de comentários.

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