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Ministra diz que "é de bom tom" que se cumpra acordos sobre eleição da Mesa no Congresso

Para Ideli Salvatti, PMDB dominar Congresso não será problema para governo

Brasil|Marina Marquez, do R7, em Brasília

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A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati, disse nesta quarta-feira (23), durante café da manhã com jornalistas, que "é de bom tom" que se cumpra acordos no Congresso Nacional, referindo-se à eleição da nova Mesa Diretora do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. 

— Se há acordo, é de bom tom que se cumpra, mas é um acordo produzido pelos partidos no Congresso. O Planalto não tem preferência e o importante é que tenhamos uma boa relação como foi feito nos últimos anos. 


Ideli se referiu ao acordo feito entre PT e PMDB para a eleição de Renan Calheiros(PMDB-AL) para a presidência do Senado e de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a presidência da Câmara. 

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Na primeira semana de fevereiro deputados e senadores vão votar, mas o acordo deve ser mantido, mesmo diante das denúncias das últimas semanas. Renan e Henrique Alves têm enfrentado denúncias de corrupção. 


— Essa é a regra que é estabalecidada pelo próprio Congresso. No caso da Câmara, o acordo foi outro, foi acordo de revezamento. Mas tudo isso foi feito no Congresso.

A ministra resposável pela relação entre Legislativo e Executivo não quis comentar o desgaste dos nomes apoiados pelo governo federal e disse que a decisão do Congresso é "autônoma e soberana".

— Estamos apenas acompanhando e respeitaremos, como sempre, a deliberação do Congresso. A preferência nossa é que eles escolham e que a gente possa continuar tendo esta relação produtiva, benéfica para o País que tivemos ao longo desses dois anos. 

Sobre o PMDB ter o domínio das duas Casas e isso se tornar uma ameaça aos planos do governo, a ministra disse que não há preocupação do Planalto. 

— Meus queridos, o PMDB é vice-presidente a República. O PMDB integra o governo em vários ministérios. Nós temos a convicção de que, da mesma forma como tivemos dois bons anos de relação, 2011, 2012, produtivos, com aprovações importantes. [...] acredito que vamos ter tranqüilidade para continuar fazendo.

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