São Paulo

12/12/2012 às 20h20 (Atualizado em 12/12/2012 às 20h47)

Para estudante gay, chamar ataque de lesão corporal é banalizar o caso



"Por mim, eles estariam fazendo trabalho com a comunidade GLBT"

Ana Ignacio, do R7

Estudante foi agredido no dia 3 de dezembro Mariana Topfstedt/Sigmapress/Estadão Conteúdo

O estudante de direito André Baliera, agredido por dois jovens no último dia 3 na rua Henrique Schaumann, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, ficou sabendo pelo site do TJ (Tribunal de Justiça) que os supostos agressores não irão responder por tentativa de homicídio. Bruno Portieri e Diego de Souza poderão responder por lesão corporal, crime de menor penalidade. André recebeu a notícia com surpresa e lamenta a decisão.

— Na hora fiquei bastante surpreso. Penso que [a vítima] não é filho de promotor. O que eu achei mais estranho é que quem estava no momento dos fatos, o delegado que atendeu ao caso, entendeu que poderia se enquadrar em uma tentativa de homicídio. Para mim, a cadeia não importa, mas acho que chamar de lesão corporal é banalizar o que aconteceu comigo.

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André explica, ainda, que não quer vingança e que acredita que colocar os dois na cadeia não resolveria a questão.

— O que vai adiantar colocar na cadeia e deixar lá um tempão? Nunca concordei com isso e não ia ser no meu caso que eu ia querer isso. Acho que eles já tiveram tempo pra pensar no que fizeram, e acho que seria mais proveitoso se eles fizessem algum tipo de trabalho com a comunidade GLBT, aprendendo a conviver em sociedade de outra forma.

Para o estudante, essa descaracterização da tentativa de homicídio minimiza os casos de homofobia.

— Infelizmente prejudica. As agressões motivadas por homofobia já são banalizadas pelos próprios delegados que fazem os boletins de ocorrência e não veem dessa forma. No meu caso, em que o delegado foi supercompreensivo, acontece isso.

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Após a agressão, em entrevista ao R7, Baliera afirmou que o ataque teve motivação homofóbica e disse que foi xingado pelos dois jovens antes de ser agredido.

A defesa de Bruno e Diego negou que André tenha sido agredido por ser homossexual e entrou com um pedido de liberdade provisória e relaxamento de flagrante. Os supostos agressores continuam presos no Centro de Detenção Provisória de Osasco.

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