São Paulo

29/1/2013 às 11h52 (Atualizado em 29/1/2013 às 13h03)

Vítima de tragédia em Santa Maria, morador do ABC é enterrado em São Paulo

Ele estava na cidade gaúcha para reencontrar amigos e comemorar o aniversário

Do R7

Corpo de Rafael Paulo Nunes Carvalho foi enterrado às 11h desta terça-feira Ricardo Trida/Diário do Grande ABC/EstadãoConteúdo

Foi enterrado, às 11h desta terça-feira (29), o corpo de Rafael Paulo Nunes Carvalho, uma das vítimas da tragédia de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O sepultamento aconteceu no Cemitério das Lágrimas, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.

Rafael morava em Santo André e viajou para a cidade gaúcha com o propósito de reencontrar amigos do intercâmbio que fez a Nova Zelândia.  Ele também comemorava o aniversário de 32 anos, completados na última sexta-feira (25).

A vítima trabalhava como vendedor em uma distribuidora de alimentos e bebidas. Em seu velório, amigos e parentes o homenagearam vestindo a camisa do São Paulo, seu clube de coração.

Incêndio

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, aconteceu na madrugada de domingo (27) e deixou 231 mortos e mais de 100 feridos, sendo 75 em estado grave. O fogo teria começado quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.

A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. Cerca de mil pessoas ocupariam o local. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.

Ao entrar na boate Kiss, para socorrer as vítimas do incêndio, os integrantes da corporação se depararam com uma barreira de corpos.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, coronel Guido Pedroso de Melo, descreveu a situação.

— Os soldados tiveram que abrir caminho no meio dos corpos para tentar chegar às pessoas que ainda estavam agonizando.

Prisões

Um dos donos da boate Kiss e dois músicos da banda foram detidos. Os pedidos de prisão, de caráter temporário de cinco dias, foram decretados pelo juiz Regis Adil Bertolin.

Na tarde de segunda-feiram, outro sócio da casa noturna se entregou à polícia. Ele se apresentou no 1º DP (Distrito Policial) de Santa Maria e não falou com a imprensa.

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