Brasil Black Friday de cara nova tenta superar os desafios da pandemia

Black Friday de cara nova tenta superar os desafios da pandemia

Data comemorada nesta sexta teve de driblar inflação e falta de insumos; eletroeletrônicos perderam espaço para itens básicos

  • Brasil | Marcos Rogério Lopes, do R7

Black Friday será de poucas novidades em produtos

Black Friday será de poucas novidades em produtos

Pixabay

A segunda edição da Black Friday em meio à pandemia de Covid-19, realizada nesta sexta-feira (26), precisou buscar novos nichos de mercado para garantir aumento nos lucros dos comerciantes do país.

Carro-chefe da data de promoções, os eletroeletrônicos perderam espaço nos últimos dois anos porque, desde que o novo coronavírus começou a se expandir pelo mundo, no início de 2020, caiu a produção de insumos na China, a maior fornecedora global.

Com menos insumos, diminuiu a fabricação de TVs, celulares e computadores no planeta todo, incluindo o Brasil, e por isso as lojas têm pouco a oferecer em uma Black Friday.  

"Assim como no ano passado, continua complicado renovar os estoques porque as indústrias não conseguem atender à demanda", afirmou a assessora econômica da Fecomércio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) Kelly Carvalho. "Para piorar, o que chega ao mercado está mais caro, por causa do dólar alto", explicou.

Sem as vedetes das vitrines físicas e dos sites de ecommerce, o varejo precisou apelar para outros produtos, alguns dos quais são vendidos com pouca margem para descontos.

É o caso dos alimentos da cesta básica, por exemplo, outra triste novidade do país na data deste ano motivada pela alta da inflação (mais de 10% em doze meses) e pela perda da capacidade de compra dos brasileiros.

"Por causa da pandemia, os alimentos ganharão mais espaço nas promoções. Vamos ver itens simples e a cesta básica oferecidos com desconto, além de bebidas, chocolates, produtos de higiene, limpeza e várias outras mercadorias de uso diário", detalha a economista da Fecomércio-SP.

Na visão de Kelly Carvalho, os consumidores vão buscar itens de necessidade real e menos  supérfluos. "A população está sem renda, é elevado o nível de desemprego. Definitivamente, será uma data para bens não duráveis e semiduráveis. Não é hora de grandes investimentos."

Roupas e calçados

De acordo com levantamento da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), 30% dos consumidores devem ir às compras nesta sexta-feira e, desses, 38,3% vão atrás de roupas e calçados.

A pesquisa também mostra que, entre os eletrônicos, os telefones celulares lideram, com 28,7%. Depois vêm os computadores, notebooks ou tablets (19,9%) e as TVs (19,4%).

Na linha branca, comprar uma nova máquina de lavar é a intenção de 14,1%. Fogão, 13,6%, geladeira, 13,4%, e micro-ondas, 9,4%.

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