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Alckmin defende taxação de compras até US$ 50 fora do PL do Mover

Tema das compras internacionais está em projeto de lei de mobilidade, que pode ser votado nesta segunda (28)

Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

Governo está confiante na aprovação, diz Alckmin (Cadu Gomes/VPR - 28.5.2024)

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (28) que a discussão sobre taxar compras internacionais de até US$ 50 deve ser feita separadamente do programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação). A taxação está em análise na Câmara dos Deputados dentro do pacote do Mover, e a expectativa é que o Legislativo analise a proposta ainda nesta terça (28).

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“Não é o objeto do projeto. O ideal é que fossem analisados separadamente, mas isso é tema do Congresso, que será soberano”, declarou Alckmin, ao comentar que conversou com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, nessa segunda (27) e pediu urgência na votação. “Estamos confiantes de que possa aprovar ainda hoje”, completou.

O trecho das compras internacionais é considerado um jabuti — termo usado para descrever itens não diretamente relacionados ao tema principal de um projeto.

Mais cedo, Lira afirmou que é possível buscar um acordo para a proposta que acaba com a isenção de compras internacionais de até US$ 50 (R$ 253). Segundo cálculos do governo, o fim da isenção nesse tipo de compra em sites de e-commerce estrangeiros pode gerar R$ 30 bilhões anuais em arrecadação, o que ajudaria o governo a fechar as contas, um dos principais desafios enfrentados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

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Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que uma eventual cobrança de imposto de importação sobre compras de até US$ 50 precisa de consenso entre o governo federal e o Congresso Nacional. O petista anunciou que a tendência é de que ele vete a proposta, mas destacou que cabe negociação sobre o tema com o Congresso.

Proposta

A matéria sobre o fim da isenção a importações de até US$ 50 seria votada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (22), mas foi adiada por falta de consenso. O relator da proposta quer votá-la nesta segunda-feira (27), ainda sem acordo.

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O projeto que prevê essa medida é o que cria o programa nacional de Mobilidade Verde e Inovação, o Mover. A proposta foi elaborada pelo governo federal, e durante a tramitação do texto no Congresso foi incluído um artigo para tornar obrigatório o pagamento de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50.

Por enquanto, os deputados aprovaram a urgência para análise do texto, mas não houve a votação do mérito, por falta de consenso em relação à taxação. Há divergência dentro da própria base do governo.

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A bancada quer garantir a criação do Mover, benéfico ao segmento automotivo quando há investimentos e práticas sustentáveis. O embaraço ocorre quanto às mudanças para compras internacionais. Parte dos governistas estima aumento de arrecadação com a taxação e outra vertente teme que isso afete acordos firmados, através do programa Remessa Conforme, com grandes empresas internacionais que trazem produtos importados ao Brasil.

O governo federal já previa o fim da isenção desde o fim do ano passado. A equipe econômica aguardava mais adesão das empresas ao Remessa para aumentar a base de dados e conseguir calcular e decidir o tamanho da alíquota federal. No entanto, não houve o envio de um projeto por parte do Executivo quanto à alíquota. Na proposta em discussão na Câmara, a sugestão é de imposto de 60%.

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