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Alessandro Vieira ocupará vaga de Calheiros na CPI da Braskem

Alagoano e autor do requerimento para instalação dos trabalhos deixou comissão por não ter sido escolhido relator

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

Alessandro Vieira ocupará vaga de Renan Calheiros na CPI
Alessandro Vieira ocupará vaga de Renan Calheiros na CPI Alessandro Vieira ocupará vaga de Renan Calheiros na CPI (Marcos Oliveira/Agência Senado)

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) substituirá Renan Calheiros (MDB-AL) na CPI (comissão parlamentar de inquérito) da Braskem. A troca foi anunciada nesta quinta-feira (29) pelo líder emedebista no Senado, Eduardo Braga (AM) depois de o alagoano deixar os trabalhos sem conseguir ficar com a relatoria. "O ofício com o pedido de substituição já está tramitando", anunciou o gabinete de Braga.

Calheiros foi o autor do requerimento para abertura da CPI e negociou para ser o relator. Considerado uma pessoa mais neutra pelo colegiado, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) ficou com a função

Calheiros criticou a escolha, argumentando que a relatoria teria maior "legitimidade" se fosse assumida por um parlamentar de Alagoas. Em seguida, o senador anunciou sua retirada da investigação. "Não concordarei com os prejuízos para Alagoas. Respeito o Rogério, é dos grandes senadores da Casa, é um amigo, mas não vamos aceitar, porque essa designação é prejudicial aos interesses do nosso estado", completou.

Pesou na decisão da relatoria a relação que Calheiros possui com a empresa investigada e com o governo alagoano. O senador foi presidente da Salgema, antiga Braskem, e o filho dele e atual ministro dos Transportes, Renan Filho, foi governador de Alagoas entre 2014 e 2022.

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Na época da articulação para a criação da CPI, outro senador alagoano, Rodrigo Cunha (Podemos), criticou o envolvimento de Calheiros na instalação do colegiado. Na época, o senador mencionou que "a figura entre o investigado e o investigador se confunde", o que poderia "viciar e contaminar o processo investigatório".

Convocações

A CPI da Braskem aprovou nesta quarta-feira (28) a convocação de autoridades e especialistas para iniciar os trabalhos de apuração sobre o colapso do solo em Maceió (AL). Entre os nomes estão o diretor-presidente da Braskem, Roberto Bischoff, e o diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, Mauro Henrique Moreira Sousa.

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Na terça-feira (27), a CPI aprovou o plano de trabalho e pediu o compartilhamento de inquéritos da Polícia Federal, de dados do governo de Alagoas e de alertas feitos pela Agência Nacional de Mineração. A Petrobras também entrou na mira das apurações e deve enviar informações sobre as minas subterrâneas em Maceió. Os senadores irão à capital alagoana para realizar diligências.

Entenda

A extração de sal-gema tem sido realizada desde os anos 1970 nos arredores da Lagoa Mundaú, na capital alagoana. A partir de 2018, os bairros Pinheiro, Mutange e Bom Parto, situados próximos às operações, começaram a enfrentar sérios danos estruturais, incluindo afundamento do solo e formação de crateras em ruas e edifícios.

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Foram 14 mil imóveis impactados e considerados inabitáveis, levando 55 mil pessoas a deixarem a área. O levantamento da Braskem aponta que 40 mil pessoas foram realocadas. As atividades de extração tiveram interrupção em 2019.

A cidade permanece em alerta diante do risco iminente de colapso da mina da Braskem, localizada na região do antigo campo. Em fevereiro último, a Defesa Civil reduziu a área delimitada e a nova demarcação libera parte da área para os pescadores. A região mais próxima às minas continua interditada.

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