Logo R7.com
Logo do PlayPlus
Publicidade

Alexandre de Moraes autoriza PF a devolver o celular de Marcos do Val

Senador passou a ser investigado ao divulgar que teria participado de uma reunião com Bolsonaro para planejar um golpe de Estado

Brasília|Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

O senador Marcos do Val (Podemos) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF
O senador Marcos do Val (Podemos) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF O senador Marcos do Val (Podemos) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal nesta terça-feira (7) a devolver o celular do senador Marcos do Val (Podemos). De acordo com Moraes, a corporação já extraiu os dados necessários do aparelho.

O parlamentar entregou o equipamento espontaneamente à corporação na última quinta (2) ao ser investigado por divulgar nas redes sociais que teria participado de uma reunião com o então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), para planejar um golpe de Estado.

Do Val chegou a dizer que teria sido coagido por Bolsonaro, mas depois apresentou outras versões da reunião, acusando o ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) da trama.

Em outra versão, Silveira estaria propondo o golpe, enquanto Do Val e Bolsonaro estariam apenas ouvindo o ex-parlamentar. O plano era grampear Moraes e gravá-lo confessando que teria desrespeitado a Constituição nas eleições de 2022. O encontro entre Do Val, Bolsonaro e Silveira teria ocorrido após o segundo turno.

Publicidade

Leia também

Quando depôs à Polícia Federal, o senador já apresentava uma quarta versão da história, segundo o próprio Moraes ao determinar a investigação.

"Ouvido sobre os fatos, o senador Marcos do Val apresentou, à Polícia Federal, uma quarta versão dos fatos por ele divulgados, todas entre si antagônicas, de modo que se verifica a pertinência e necessidade de diligências para o seu completo esclarecimento, bem como para a apuração dos crimes de falso testemunho (art. 342 do Código Penal), denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal) e coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal)", afirmou o ministro do STF.

Últimas

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.