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Câmara aprova moção de repúdio aos ataques do Hamas a Israel

Mais de 1.500 pessoas morreram desde sábado no conflito; presidente da Casa disse que é preciso buscar 'fim das hostilidades'

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

Conflito em Israel já deixou 1.500 mortos
Conflito em Israel já deixou 1.500 mortos Conflito em Israel já deixou 1.500 mortos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) uma série de requerimentos com pedidos de moção de repúdio ao grupo terrorista Hamas, da Palestina, que desde o sábado (7) abriu fogo contra cidades israelenses próximas à Faixa de Gaza. 

O primeiro requerimento de repúdio ao Hamas é de autoria do presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Marcos Pereira (Republicanos-SP). "Tamanha covardia não pode e não será esquecida, não só por aqueles que amam Israel, mas por todo ser humano que preza pela vida, pela liberdade e pela justiça", defendeu o deputado. Pelos próximos dias, ele substitui o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que está no encontro de chefes dos Legislativos de países-membros do G20.

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A pedido do deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), os parlamentares também realizaram 1 minuto de silêncio para as vítimas de ambos os lados. “Tenho certeza de que esse minuto de silêncio abrange todas as pessoas mortas nesses ataques, independentemente do lado”, disse Marcos Pereira.

O plenário também aprovou moções de pesar pela morte dos brasileiros Ranani Nidejelski Glazer e Bruna Valeanu, vítimas dos ataques no sul de Israel. Na ocasião, os brasileiros estavam no festival de música eletrônica Universo Paralello, realizado em Re'im, a cerca de 2 km da Faixa de Gaza. Os terroristas invadiram o local com paragliders motorizados e abriram fogo contra milhares de jovens que se divertiam.

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Durante a sessão, deputados da base do governo também criticaram os ataques por parte dos israelenses. O deputado Guilherme Boulos (Psol-SP), por exemplo, disse que "ambos", tanto Israel quanto o Hamas, "devem ser condenados". "Somos contra assassinatos de crianças, sejam israelenses ou palestinas”, afirmou.

A posição gerou debate no plenário, já que deputados da oposição discordam que Israel tenha responsabilidade no conflito. "Não concordo com um requerimento que repudia o Estado de Israel. O Estado de Israel foi agredido, as pessoas assassinadas brutalmente", disse o deputado Mendonça Filho (União-PE). 

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Deputados da oposição também cobraram que o governo brasileiro classifique o Hamas como grupo terrorista. Até o momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não citou o grupo nominalmente em suas manifestações sobre o conflito. Historicamente, o governo brasileiro só aceita classificar uma organização como sendo terrorista se ela for considerada assim pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Repúdio à guerra

No sábado (7), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que não se podem tirar os olhos da "violação de princípios fundamentais". Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ressaltou que todos devem buscar "o fim das hostilidades e o entendimento político".

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Pacheco ressaltou que a comunidade internacional deve se esforçar para buscar uma paz entre israelenses e palestinos. "Em nome do Congresso Nacional, expresso condolências aos familiares das vítimas e reafirmo o meu desejo pelo fim do conflito e a busca por uma solução justa, pacífica e duradoura para a região", completou.

Lira também se solidarizou com as famílias atingidas e classificou o ataque como "inaceitável". "Devemos todos, inclusive o estado brasileiro, buscar o fim das hostilidades e o entendimento político", afirmou.

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