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Impeachment não será banalizado, diz Rodrigo Pacheco, reeleito para a presidência do Senado

O senador disse que processo de afastamento não resolve todos os problemas do país e pede a compreensão do Congresso

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

Senador Rodrigo Pacheco (PSD) comemora vitória no plenário do Senado
Senador Rodrigo Pacheco (PSD) comemora vitória no plenário do Senado Senador Rodrigo Pacheco (PSD) comemora vitória no plenário do Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reeleito nesta quarta-feira (1º), disse que não vai permitir que os pedidos de impeachment contra o presidente da República ou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sejam banalizados no seu mandato à frente da Casa.

De acordo com ele, o Congresso precisa trabalhar "sem revanchismos" e "sem acreditar e achar que esse discurso enganoso que foi criado de que impeachment para ministro do Supremo Tribunal Federal ou para presidente da República resolve todos os males".

"Nós não podemos banalizar o instituto do impeachment. Evidente que é um instituto que existe, mas que não será banalizado. Façamos aquilo que nos impõe. Ter responsabilidade, legislar com sabedoria, preservar o diálogo e ter qualidade legislativa para resolver os problemas nacionais", afirmou, em entrevista à imprensa.

Pacheco garantiu que o Senado não será subserviente ao governo federal. "Um presidente do Senado que merece por duas vezes ser presidente tem a obrigação de manter o equilíbrio e a ponderação, mas também de garantir a independência. Nossa contribuição enquanto poder independente é para melhorar as coisas do Brasil. Vamos contribuir com o Executivo, seremos cooperativos, mas jamais subservientes."

Ainda sobre a relação com os demais Poderes da República, o presidente do Senado defendeu a discussão de propostas que possam alterar o funcionamento do Judiciário.

"Vamos discutir matérias e fazer o fundamental para estabelecer o equilíbrio entre os Poderes. Legislar. É plenamente possível discutir o alcance das decisões monocráticas judiciais, discutir o alcance dos prazos de vista dos processos judiciais, discutir a competência dos tribunais superiores e, por que não, do STF", destacou.

Além disso, Pacheco citou a possibilidade de analisar projetos que estabeleçam mandatos para os ministros do STF. "É uma discussão honesta, de uma realidade que existe em outros países e que pode ser admitida para discussão no Senado, com a participação do STF e da comunidade jurídica. Sem retaliação, com diálogo e chamando quem entende de Justiça e de direito para esse diálogo."

Polarização tóxica

Pacheco venceu o senador Rogério Marinho (PL-RN), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, por 49 votos a 32, em votação secreta. Ele precisava de, no mínimo, 41 votos para ser reconduzido. O senador mineiro permanece no cargo até 2024.

No plenário, logo após a vitória, Pacheco fez um discurso em tom de pacificação política e disse que a "polarização tóxica precisa ser erradicada do país". E destacou que "os Poderes da República precisam trabalhar em harmonia, buscando consenso pelo diálogo".

Pacheco citou os ataques de 8 de janeiro, em que extremistas invadiram as sedes dos Três Poderes, e disse que "o discurso golpista precisa ser erradicado". Ele também comentou o combate às fake news.

"Pacificação não significa omissão nem inflamar a população com narrativas inverídicas, tampouco com soluções aparentes que geram instabilidade institucional. Pacificação é abandonar o discurso do 'nós contra eles' e entender que o Brasil é imenso, mas é um só", enfatizou.

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