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Lewandowski diz que Moraes homologou delação de Ronnie Lessa no caso Marielle Franco

Ministro afirmou ainda que não teve acesso às declarações e que brevemente haverá a solução do assassinato da vereadora

Brasília|Giovanna Inoue e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

Lewandowski diz que Moraes homologou delação de Ronnie Lessa
Lewandowski diz que Moraes homologou delação de Ronnie Lessa Lewandowski diz que Moraes homologou delação de Ronnie Lessa (Tom Costa/MJSP - 15.02.2024)

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira (19) que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), homologou a delação do ex-policial militar Ronnie Lessa nas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e de seu motorista, Anderson Gomes, em 2018. O caso está em segredo de justiça.

Lewandowski disse que não teve acesso às declarações e que brevemente haverá a solução do assassinato da vereadora. 

"Em breve teremos os resultados daquilo que foi apurado pela competentíssima PF que em um ano chegou a resultados. Nós sabemos que esta colaboração premiada, que é um meio de obtenção de provas, traz elementos importantíssimos que nos levam a crer que brevemente nós teremos a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco. Este é, portanto, o momento processual que gostaríamos de tornar público", disse. 

Lewandowski disse ainda que conteúdo do processo é de conhecimento "exclusivamente" do relator Alexandre de Moraes, da equipe da Polícia Federal e membros do Ministério Público que trabalharam nesse caso. 

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"Posso assegurar que esse procedimento seguiu estritamente o devido processo legal e brevemente pensamos que teremos resultados concretos", afirmou. 

Em nota, o STF disse que o ministro Alexandre de Moraes homologou o acordo de colaboração após verificar presentes requisitos como regularidade, legalidade, adequação dos benefícios pactuados e dos resultados da colaboração à exigência legal. "Na segunda-feira (18/3), houve audiência com o colaborador, na qual foi constatada a voluntariedade da manifestação da vontade dele. Agora, o caso está com a Polícia Federal para continuidade das investigações, que correm sob sigilo", afirmou a Corte. 

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A vereadora e o motorista foram assassinados em 14 de março de 2018, no Rio de Janeiro. O carro em que Marielle estava – e que era conduzido por Anderson – foi alvejado por 13 tiros no centro da cidade. Os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio Queiroz são acusados de matar a vereadora. Os motivos e os mandantes do crime permanecem desconhecidos.

Em fevereiro, o dono de ferro-velho Edilson Barbosa dos Santos, conhecido como Orelha, foi preso acusado de ajudar os assassinos a se desfazerem do carro usado no crime. Segundo as investigações, Orelha recebeu, fez o desmanche e descartou o veículo usado por Ronnie e Élcio.

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Na semana passada, a investigação sobre a morte da vereadora e do motorista chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal) devido ao suposto envolvimento de autoridade com foro privilegiado. A informação foi confirmada pela RECORD no mesmo dia em que o crime completa seis anos.

O caso segue em sigilo e sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O foro privilegiado é concedido a certas autoridades públicas, permitindo que sejam julgadas por tribunais superiores ou instâncias específicas em casos criminais, em vez de serem julgadas pelas cortes comuns.

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