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Ministério recomenda 4ª dose da vacina contra a Covid para pessoas com mais de 50 anos

Orientação vale para pessoas acima de 50 anos; vacinas da Pfizer, Janssen e Astrazeneca podem ser usadas para reforço

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

Vacinação contra a Covid-19 em Brasília
Vacinação contra a Covid-19 em Brasília Vacinação contra a Covid-19 em Brasília

O Ministério da Saúde divulgou neste sábado (4) uma nota técnica que recomenda a quarta dose da vacina contra a Covid-19 para pessoas acima dos 50 anos. A indicação agora é oficial, mas já havia sido divulgada pelo ministro Marcelo Queiroga na quinta-feira (2)

A quarta dose vale para quem já tomou a primeira dose de reforço há mais de quatro meses, especialmente, trabalhadores acima dos 50 anos que estão na linha de frente dos serviços de saúde, com maior risco de contaminação. As vacinas da Pfizer, Janssen e Astrazeneca podem ser usadas, independentemente da dose aplicada anteriormente.

Segundo a nota técnica, a recomendação considera o aumento da transmissão da Covid-19, com crescimento de casos graves, hospitalizações e óbitos, observados principalmente em locais em que as coberturas vacinais não atingiram níveis ideais. 

"Embora existam, até o momento, poucos dados em relação à magnitude e duração do

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benefício de uma segunda dose de reforço com vacinas Covid-19, diferentes estratégias de vacinação devem ser utilizadas com base na situação epidemiológica e na disponibilidade de vacinas. O surgimento de novas variantes de preocupação e tendência de aumento do número de casos de Covid-19, também devem ser considerado, sobretudo para recomendações a grupos mais vulneráveis e expostos", orienta o documento assinado pela Secretaria de Enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde.

O mais recente boletim InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado nesta quarta-feira (1º), aponta uma estimativa de 7.200 internações por Srag (síndrome respiratória aguda grave) em todo o país entre 22 e 28 de maio — eram 6.100 na semana anterior (alta de 18%). Desse total, 59,6% estão associados à Covid-19.

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