Logo R7.com
Logo do PlayPlus
Publicidade

Ministro das Relações Exteriores deve comparecer ao Senado em março para debater crise com Israel

Mauro Vieira foi convidado para prestar esclarecimentos na Comissão de Relações Exteriores e deve comparecer em março

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

Mauro Vieira deve ir ao Senado em março
Mauro Vieira deve ir ao Senado em março Mauro Vieira deve ir ao Senado em março (Geraldo Magela/Agência Senado - 18.10.2023)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, deve comparecer à CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado na primeira semana de março para prestar esclarecimentos sobre a crise do governo brasileiro com Israel. Os senadores querem questionar a postura do Executivo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser considerado "persona non grata" por Israel

O convite foi encabeçado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da comissão. "Convidei o chanceler Mauro Vieira para ir à CRE do Senado debater a crise com Israel, responder indagações e dúvidas. O ministro, como sempre, se prontificou a ir já na primeira semana de março, em virtude das agendas do G20 e outros compromissos internacionais", escreveu Calheiros pelas redes sociais. 

O convite de Calheiros ocorre um dia depois de o líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), protocolar um pedido de convocação do ministro com o mesmo objetivo. Caso o requerimento seja aprovado pelos senadores do colegiado, o ministro é obrigado a comparecer. Na justificativa, o senador afirma que a fala do presidente Lula "desmontou" a tradição brasileira que historicamente "preza pelo diálogo, pela paz e pela segurança".

Movimentos

Na segunda-feira (19), o ministro Mauro Vieira se reuniu com o embaixador israelense no Brasil, Daniel Zonshine, e tratou da preocupação do Brasil com a postura do chanceler israelense, Israel Katz, em relação ao embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer

Publicidade

A convocação do embaixador de outro país para uma reunião, como fez Vieira, é uma expressão de descontentamento e uma busca por esclarecimentos por parte do país envolvido, já que anteriormente Katz convocou o embaixador brasileiro em Tel Aviv para uma reprimenda no Memorial do Holocausto, em Jerusalém, e anunciou que Lula não é bem-vindo em Israel até que se retrate de comentários que fez comparando a guerra realizada por Israel em Gaza ao Holocausto promovido contra os judeus na Segunda Guerra Mundial.

Ao mesmo tempo, o governo brasileiro orientou Frederico Meyer a voltar de Israel ao Brasil. Ele iniciará sua viagem de retorno nesta terça (20). Essas ações foram uma resposta às declarações sérias do governo de Israel nesta segunda-feira, como informado pelo Itamaraty.

Publicidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi classificado por Israel como "persona non grata" por declarações em que comparou as ações de defesa israelense no conflito contra o grupo terrorista Hamas ao nazismo.

Segundo o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, o presidente brasileiro é considerado indesejado no país até que haja uma retratação sobre as declarações.

A declaração de Lula foi dada durante entrevista coletiva realizada no último domingo (18), depois da participação do presidente na 37ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo da União Africana, em Adis Abeba, capital da Etiópia. "O que está acontecendo na Faixa de Gaza, com o povo palestino, não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler decidiu matar os judeus", afirmou o petista na ocasião.

Últimas

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.