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Moraes manda Polícia Federal investigar presidente da CPI do MST

Tenente-Coronel Zucco é suspeito de incentivar atos extremistas após as eleições de 2022; deputado nega e diz estar 'tranquilo' 

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

Zucco é suspeito de incentivar atos extremistas
Zucco é suspeito de incentivar atos extremistas Zucco é suspeito de incentivar atos extremistas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal investigue o deputado federal Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS) por suspeita de patrocínio e incentivo a atos extremistas após as eleições do ano passado. Por meio de nota, o deputado nega envolvimento com os atos e diz que está “tranquilo em relação à investigação” (veja íntegra ao final do texto).

Na decisão, Moraes diz que a suposta participação do deputado foi feita ao Ministério Público Federal. "Segundo o noticiante, o Deputado Federal do Rio Grande do Sul Tenente Coronel Zucco estaria perpetrando crimes mediante patrocínio e incentivo a atos antidemocráticos, seja em território gaúcho, seja na cidade de Brasília/DF. Encaminhem-se os autos à Polícia Federal, para continuidade das investigações", diz a decisão.

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O caso, que também inclui publicações feitas por Zucco nas redes sociais entre outubro e novembro de 2022, antes da posse na Câmara, foi enviado ao STF pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) após pedido do MPF em razão do foro privilegiado do parlamentar.

Zucco é o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga invasões de terras por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

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A assessoria de Zucco foi acionada pelo R7 e enviou a seguinte nota:

"Fiquei surpreso ao saber pela imprensa da existência da solicitação de investigação encaminhada à Polícia Federal pelo Supremo Tribunal Federal.

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A notícia de fato que embasa o pedido foi feita junto ao TRF-4 baseada em postagens feitas por mim em rede social nos meses de outubro e novembro de 2022. Como fui eleito deputado federal, o processo seguiu para o STF conforme determina a Constituição Federal.

Chama atenção, contudo, o sensacionalismo com que alguns veículos trataram do tema, passando a impressão de terem sido instrumentalizados para uma atuação política justamente em momento em que assumo a presidência da CPI do MST.

Trata-se de tentativa de “requentar” pauta já há muito esclarecida. Trata-se de tentativa de cercear o pleno exercício de minha atividade parlamentar, isso sim atitude daqueles que não possuem apreço pelo Estado Democrático de Direito.

Documentos e vídeos de domínio público da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul demonstram que não há qualquer indício de envolvimento meu com quaisquer atos atentatórios à democracia.

Estou tranquilo em relação à investigação e certo de que a Polícia Federal verificará que nenhuma crime houve assim como já observado pela autoridade policial do Rio Grande do Sul. Informo que minha assessoria jurídica se encontra à disposição da justiça para colaborar e esclarecer quaisquer pontos que se mostrem necessários.

Por fim, seguiremos firmes na missão de buscar todos os esclarecimentos sobre a escalada de invasões de propriedades privadas no âmbito da CPI do MST, bem como exercerei o mandato parlamentar outorgado pelo povo gaúcho com vigor, coragem e técnica, dentro do que preceitua a Constituição Federal."

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