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Número de brasileiros morando no exterior cresceu quase 40% nos últimos 12 anos

Estados Unidos, Portugal e Paraguai estão entre os países com maior concentração de brasileiros 

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

EUA são o país com a maior concentração de brasileiros
EUA são o país com a maior concentração de brasileiros EUA são o país com a maior concentração de brasileiros

número de brasileiros que moram fora do país cresceu cerca de 38% nos últimos 12 anos. Em 2009, a comunidade brasileira no exterior era de pouco mais de 3 milhões. Dois anos atrás, o número saltou para 4,4 milhões, segundo dados do Ministério das Relações Exteriores. O Itamaraty afirmou que os índices são apenas estimados, uma vez que o registro consular de nacionais no exterior não é obrigatório.

Entre os cinco países com maior número de brasileiros estão os Estados Unidos, com 1,9 milhão; Portugal, com 275 mil; Paraguai, com 245.850; Reino Unido, com 220 mil; e Japão, com cerca de 206 mil.

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Para o economista Riezo Almeida, a quantidade de brasileiros que moram no exterior tem uma relação com o desempenho das taxas de desemprego e PIB (Produto Interno Bruto) no Brasil. Em 2020, por exemplo, o recuo da soma dos bens e serviços produzidos no país e um elevado índice de desocupação podem ter contribuído para o aumento de saídas do país (veja gráfico abaixo).

O especialista disse ainda que fatores como falta de oportunidades, qualificação e produção do Brasil fazem com que as pessoas saiam em busca de novas chances. Almeida explica que existe uma relação direta entre a elevação do custo de vida e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho, com novas perspectivas em outros países. O crescimento contínuo da comunidade brasileira no exterior ocorre desde 2015.

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Imigrantes ilegais

Com a atual crise migratória que os Estados Unidos enfrentam, o país chegou a prender mais de 2,7 milhões de migrantes ilegais no ano fiscal de 2022 — período que vai de 1º de outubro de 2021 a 30 de setembro de 2022. Entre eles, 57 mil eram brasileiros, mostram os dados do órgão de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA. O número representa um aumento de aproximadamente 41% no total de imigrantes presos em relação ao ano fiscal de 2021.

Em apenas quatro meses deste ano, mais de 10 mil brasileiros foram presos por tentar cruzar ilegalmente a fronteira do país. No sul dos Estados Unidos, onde há o maior índice de migrantes, o número de brasileiros detidos chega a quase 9.000.

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Ainda de acordo com o órgão americano, na maioria dos casos de 2021 e 2022, os migrantes que tentaram cruzar ilegalmente a fronteira americana estavam acompanhados da família.

Em agosto do ano passado, um brasileiro de 23 anos morreu após ter sido detido por entrar ilegalmente nos Estados Unidos. Segundo a agência de Imigração e Fiscalização Aduaneira do país, o jovem foi encontrado desacordado na prisão em que estava detido, no estado do Novo México.

Violência no exterior

Por ser o segundo país com maior concentração de brasileiros, Portugal é palco de diversos casos de xenofobia. Em julho do ano passado, uma jornalista brasileira disse ter sido vítima de xenofobia dentro do metrô da cidade do Porto. De acordo com a vítima, o desentendimento começou quando ela colocou um patinete elétrico debaixo do banco do metrô.

Em outro episódio, alunos brasileiros denunciaram um caso de xenofobia no campus da Universidade de Lisboa. Uma caixa com a inscrição “loja de suvenires” e uma placa que dizia “grátis se for para atirar a um zuca que passou à frente no mestrado” foram deixadas no local. “Zuca” é um termo pejorativo usado em Portugal para se referir a brasileiros.

De acordo com a Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial (CICDR), órgão ligado ao governo português, das 491 denúncias por discriminação registradas no país em 2022, 168 eram de brasileiros. A comissão afirmou ainda que a maioria dos casos ocorreu em Lisboa e no Porto e as vítimas eram principalmente mulheres.

A discriminação pela nacionalidade brasileira no país é o principal motivo das denúncias, seguida por racismo e preconceito contra a etnia cigana.

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