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Parlamentares e membros do governo pedem a apreensão do passaporte de Bolsonaro

Na última semana, o ex-presidente afirmou que 'sabe dos riscos que corre em solo brasileiro'

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

Bolsonaro com uma das esculturas levadas aos EUA
Bolsonaro com uma das esculturas levadas aos EUA Bolsonaro com uma das esculturas levadas aos EUA

Parlamentares governistas solicitaram ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes a apreensão do passaporte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, também pediu que o documento seja retido. Em um evento com apoiadores na sexta (18), Bolsonaro afirmou saber “dos riscos que corre em solo brasileiro”. O R7 tenta contato com a defesa do ex-presidente.

Durante a posse do novo presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Tebet disse que o "cerco se fechou". "A eles, o rigor da lei. Não se enganem, que busquem o mais rápido possível apreender o passaporte, porque quem fugiu para não passar a faixa para um presidente que foi legitimamente eleito pelo povo com certeza vai querer abandonar o Brasil para poder salvar a própria pele", continuou.

Já Érika Hilton (PSOL-SP) e o Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) solicitaram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que Bolsonaro seja impedido de sair do país e tenha o passaporte retido. O pedido foi feito na sexta-feira (18).

As solicitações foram enviadas após o depoimento do hacker Walter Delgatti à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro. Delgatti afirmou que Bolsonaro pediu a ele para fraudar uma urna eletrônica com o objetivo de pôr em dúvida o processo eleitoral.

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Antes disso, o deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou um requerimento à CPMI do 8 de Janeiro. O pedido foi feito na sexta (11) e fundamentado nas investigações da Polícia Federal que sugerem o uso do avião presidencial para levar joias, esculturas e objetos de valor, todos do patrimônio público.

Bolsonaro: 'Sei dos riscos que corro em solo brasileiro'

Na última sexta-feira (18), Bolsonaro esteve em Goiânia (GO) para receber o título de cidadão goiano na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Durante o pronunciamento, o ex-presidente ignorou as operações policiais no entorno dele e não comentou a venda das joias que ganhou enquanto era chefe do Executivo ou as afirmações feitas por Delgatti.

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Porém, afirmou que sabe dos "riscos que corre em solo brasileiro”. “Sei dos riscos que corro em solo brasileiro, mas não podemos ceder." O discurso ocorreu um dia após Moraes ter atendido ao pedido da Polícia Federal, como parte da investigação sobre o suposto esquema, e autorizado a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Leia mais: 'Bastava me pedir', diz Michelle Bolsonaro sobre decisão de Moraes por quebra de sigilos

Nas redes sociais, Fábio Wajngarten — advogado do ex-presidente — ironizou ao postar o print de uma matéria que alega que autoridades estariam monitorando o risco de fuga de Bolsonaro. "Oi?", comentou.

Entenda os casos

Joias

A Polícia Federal descobriu que, em 30 de dezembro de 2022, joias foram transportadas para os Estados Unidos no avião presidencial de forma oculta.

Mensagem obtida pela investigação revelou suposto esquema para entregar a Bolsonaro US$ 25 mil "em mãos". Os dois elementos, segundo as autoridades, posicionam, pela primeira vez, Bolsonaro na linha de frente das investigações.

A Polícia Federal pediu ajuda ao FBI — a Polícia Federal dos Estados Unidos — para localizar um terceiro relógio supostamente recebido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O objeto teria sido presente de autoridades do Bahrein ao governo brasileiro e continua desaparecido. A PF afirma que o relógio foi desviado diretamente para o acervo pessoal de Bolsonaro e nunca foi registrado no acervo da Presidência.

Urnas eletrônicas

O hacker Walter Delgatti foi ouvido pela Polícia Federal duas vezes — em 16 e 18 de agosto. Durante depoimento à CPMI, Delgatti acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro de ter oferecido a ele um indulto caso assumisse ter grampeado Alexandre de Moraes e de ter ordenado um plano para questionar a segurança das urnas eletrônicas em 2022.

As solicitações foram enviadas após o depoimento do hacker Walter Delgatti à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro. Delgatti afirmou que Bolsonaro pediu a ele para fraudar uma urna eletrônica com o objetivo de pôr em dúvida o processo eleitoral.

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