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Polícia Civil do DF investiga hospital onde mãe e filha morreram durante o parto

Caso ocorreu no Hospital Regional de Samambaia (HRSam); família acusa unidade de negligência

Brasília|Luiz Calcagno, do R7, em Brasília, e Paloma Carvalho, da Record TV

Hospital Regional de Samambaia, no Distrito Federal
Hospital Regional de Samambaia, no Distrito Federal Hospital Regional de Samambaia, no Distrito Federal

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de Mariana Cardoso Vieira, 37 anos, enquanto estava em trabalho de parto no Hospital Regional de Samambaia (HRSam). Ela deu entrada na unidade na última sexta-feira (21), com 41 semanas de gestação, e morreu às 21h45 de sábado (22). A mulher estava grávida de Luiza Vitória, que nasceu sem sinais vitais.

Ao dar entrada no hospital, a unidade não permitiu que o marido da vítima a acompanhasse.

Parentes da vítima disseram que a bolsa dela se rompeu na madrugada de sexta-feira (21) para sábado (22) e que ela teria sofrido um sangramento em seguida, mas só teria sido atendida às 6h. No parto, os médicos ainda tentaram reanimar a bebê, que não conseguiu sobreviver. A mulher sofreu uma hemorragia e chegou a ser internada em uma unidade de terapia intensiva (UTI), mas também não resistiu.

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Mariana deixou o marido e dois filhos — um de 18 anos e outro de 10. Parentes e amigos se despediram da mulher na tarde desta segunda (24), no Cemitério de Taguatinga (DF). O caso está a cargo da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia).

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Cesariana de emergência

De acordo com a Secretaria de Saúde, a vítima tinha "idade gestacional compatível com 41 semanas e tinha parâmetros adequados para ser submetida à indução do trabalho de parto". Ainda segundo a nota divulgada pela pasta, quando a mulher teve sangramento genital, foi encaminhada para uma cesariana de emergência.

"O bebê foi retirado sem sinais de vida. A equipe tentou manobras de reanimação cardiorrespiratória por 40 minutos, sem sucesso. A mãe precisou passar por uma histerectomia (retirada do útero), com sinais de choque hemorrágico. Toda a assistência foi prestada à paciente, tendo sido encaminhada para a UTI no próprio hospital", afirma o texto.

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O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) informou que é preciso aguardar o fim das investigações para saber qual promotoria receberá o inquérito. Caso fique confirmado que houve negligência do hospital, o caso será mandado para a Promotoria Criminal da Saúde (Pró-Vida).

"Informamos, ainda, que o MP faz preventivamente visitas nas áreas de ginecologia e obstetrícia dos hospitais da rede pública para verificar as condições de atendimento oferecidas às gestantes e acompanhará o inquérito para a correta apuração dos fatos", afirmou o órgão.

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