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Representantes do setor hoteleiro pedem segurança reforçada ao Governo do DF

Eles querem plano de segurança para controlar o acesso aos hotéis que vão receber delegações internacionais

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

Setor Hoteleiro Sul, em Brasília
Setor Hoteleiro Sul, em Brasília Setor Hoteleiro Sul, em Brasília

Preocupados com possíveis atos de violência no dia da posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 1º de janeiro, representantes do setor hoteleiro querem um plano estratégico para controlar o acesso aos hotéis que vão receber delegações internacionais em Brasília. Essa é a pauta de uma reunião, marcada para esta segunda-feira (26), entre as redes de hotéis e as secretarias de Segurança Pública e de Turismo.

O setor está em estado de alerta desde que um grupo fez manifestações violentas que deixaram rastros de vandalismo em protesto à prisão do cacique José Acácio Serere Xavante e foi necessário fechar o Setor Hoteleiro Norte e parte do Eixo Monumental. O episódio, que ocorreu em 12 de dezembro, foi lido como um "ensaio geral" do que pode acontecer, caso a segurança falhe no dia da posse do presidente Lula.

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Na ocasião, os representantes das redes de hotéis se apressaram para pedir uma primeira reunião com a pasta da Segurança Pública do DF para exigir reforço do efetivo policial nos setores hoteleiros Norte e Sul. 

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O pedido inicial foi atendido, mas agora, com a aproximação da cerimônia de posse, o setor quer maior garantia de que os hotéis tenham a segurança reforçada, principalmente os que vão receber autoridades internacionais.

"Queremos uma atenção especial, um plano de ação, para os empreendimentos mais isolados, vamos escutar o que a Segurança [Pública do DF] tem a dizer a respeito", comentou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-DF), Henrique Severien.

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A preocupação com episódios de violência cresceu depois que a Polícia Civil prendeu um homem suspeito de tentar explodir uma bomba nas proximidades do aeroporto de Brasília no sábado (24).

"A análise é de muita preocupação, [os episódios de violência] podem comprometer uma imagem consolidada da capital do país, de que é uma cidade segura. É complicado trabalhar com uma imagem abalada por um aspecto tão básico como a questão da segurança", completou.

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Os próprios hotéis investiram em segurança após os atos de vandalismo, com maior atenção ao monitoramento. Além disso, policiais também estão hospedados nos empreendimentos para acompanhar movimentações suspeitas. 

"Uma das hipóteses é que parte dos manifestantes possa estar hospedada em hotéis; entendemos que seria interessante facilitar a presença de agentes de segurança para acompanhar a movimentação, identificando e antecipando possíveis problemas."

Leia também: Inquérito sobre tentativa de ataque em Brasília é enviado ao ministro Alexandre de Moraes

A ABIH-DF esperava que a cerimônia de posse gerasse taxa de ocupação acima de 90% nos hotéis de Brasília. No entanto, em levantamento feito na sexta-feira (23), mostrou que a taxa de ocupação para o dia 31 de dezembro é de 84%, e para o dia 1º de janeiro, de 79%. "Temos que levar em consideração que também teve a greve dos aeroviários, então não dá para dizer que apenas os casos de violência desencorajaram a vinda à capital."

O R7 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do DF e com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para comentar o esquema de segurança da cerimônia de posse, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

Delegações internacionais

Até o momento, vários chefes de Estado confirmaram presença na cerimônia de posse de Lula. Segundo o embaixador Fernando Igreja, estão confirmados os chefes de Estado da Alemanha, Angola, Argentina, Bolívia, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Guiana, Guiné Bissau, Paraguai, Portugal, Suriname, Timor Leste, Uruguai e Zimbábue.

Países como México, Costa Rica e Turquia confirmaram que enviarão seus ministros das Relações Exteriores para a posse de Lula. O mesmo foi feito pelo território da Palestina. O Panamá confirmou a presença do vice-presidente do país.

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