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Um mês após condenação por feminicídio, réu ganha liberdade

Renilson Souza dos Santos foi considerado culpado por matar a companheira à facadas na frente da filha do casal, no DF

Brasília|Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Mulher pedindo para parar
Mulher pedindo para parar Mulher pedindo para parar

A Justiça mandou soltar Renilson Souza dos Santos, condenado a 20 anos, seis meses e 12 dias de prisão pelo feminicídio da companheira, Pauliane Alves de Santana, em 15 de janeiro de 2017. O crime aconteceu no Distrito Federal e Renilson respondeu em liberdade até abril último, quando o Tribunal do Júri de São Sebastião o considerou culpado.

Renilson matou Pauliane com cinco facadas, na frente da filha que, à época, tinha pouco mais de 1 ano. Segundo consta na decisão desta quinta-feira (19), proferida pela 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), os magistrados decidiram, por unanimidade, conceder “a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente”.

A família de Pauliane comentou a decisão da Justiça com o R7. A irmã da vítima, Suzy Alves, destacou que os parentes lutaram por Justiça durante todo o período em que Renilson aguardou o julgamento em liberdade e ficaram aliviadas quando ele finalmente foi julgado e acabou condenado. Um mês depois, porém, se surpreenderam com a decisão judicial.

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“Teve o júri mês passado e nos sentimos aliviados. Não que a condenação iria trazer minha irmã de volta. Não traz. Mas, sentimos que a Justiça estava começando a ser feita. Ele ficou cinco anos livre e a gente à procura de Justiça. Então, no júri, ficamos aliviados. Ontem, quando eu soube, e hoje, nos sentimos enganados, decepcionados”, desabafou.

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Sem chão

Suzy disse não entender como um desembargador libera, um mês após a condenação, um homem condenado a 20 anos de prisão por matar a companheira a facadas na frente da filha do casal. Segundo ela, a mãe, que vive em Itaberaba (BA), soube da notícia nesta sexta (20), e “ficou sem chão”.

A mulher disse, ainda, temer que ele procure a família. “Fico me perguntando quando a Justiça vai ser feita. É uma mistura de sensação de injustiça e decepção. Ele já está solto. Não está mais preso. Vai recorrer em liberdade. Esses anos todos em liberdade, foi condenado há 20 anos e está em liberdade. Que segurança a Justiça passa pra nós?”, questionou.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com o advogado de Renilson.

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