Cidades Polícia do RS indicia seis pela morte de João Alberto em supermercado

Polícia do RS indicia seis pela morte de João Alberto em supermercado

Mais três são indiciados por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e asfixia

  • Cidades | Do R7, com informações da Record TV

Protesto contra a morte de João Alberto, espancado até a morte por seguranças do Carrefour

Protesto contra a morte de João Alberto, espancado até a morte por seguranças do Carrefour

SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 20.11.2020

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul afirmou, na manhã desta sexta-feira (11), que indiciou seis pessoas por homicídio triplamente qualificado no caso de João Alberto Silveira Freitas, espancado e morto por seguranças do supermercado Carrefour, no dia 19 de novembro, véspera da Consciência Negra.

A Polícia do Rio Grande do Sul finalizou e entregou o inquérito sobre o caso na manhã desta sexta-feira. O laudo, que será remetido à análise judicial, aponta que o motivo da morte de João Alberto foi asfixia mecânica. Ele morreu ao ser escapando pelos seguranças do hipermercado. As investigações apontam ainda que um dos vigilantes teria impedido a chegada do SAMU para socorrer o homem.

Além dos dois vigilantes e a fiscal da loja que estavam presos desde o dia do crime, outros três funcionários foram indiciados por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e asfixia por meio de sufocação indireta.

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Segundo a polícia os novos indiciados são Rafael Rezende, Cleiton Silva Santos e  Paulo Francisco da Silva, os três trabalhavam como seguranças do supermercado e podem ir a júri popular.

A polícia afirmou ainda que embora não tenha encontrado provas técnicas de que os suspeitos tenham proferido palavras racistas a João Albeto a cor da pele e a condição social não foi desconsiderada na investigação em funcão do racismo estrutural.

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Em depoimento, nenhum dos indiciados soube dizer qual o comportamento e as supostas palavras agressivas que teriam sido ditas por João Alberto a uma funcionária, o que indica a motivação preconceituosa do crime.

Os três novos indiciados permanecessem soltos enquanto a Justiça do Rio Grande do Sul decide se eles vão responder em liberdade ou presos preventivamente.

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