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Ações da Ambev despencam após suspeita de rombo fiscal, como na Americanas

Empresas estão sob o guarda-chuva dos três mais ricos do Brasil, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira

Economia|

Estudo aponta rombo estimado em R$ 30 bilhões em manobras tributárias na Ambev
Estudo aponta rombo estimado em R$ 30 bilhões em manobras tributárias na Ambev Estudo aponta rombo estimado em R$ 30 bilhões em manobras tributárias na Ambev

As ações da Ambev (ABEV3) despencaram na tarde desta quarta-feira (1º) após a CervBrasil (Associação Brasileira da Indústria da Cerveja) afirmar que existe um rombo de R$ 30 bilhões no balanço da empresa. Às 14h24, as ações estavam cotadas a R$ 12,93, em queda de 5,34%.

As suspeitas de irregularidades nas contas da empresa cervejeira surgem na esteira da descoberta do rombo fiscal nas contas da Americanas, que levou a companhia a um processo de recuperação judicial — veja aqui a história completa do caso.

Ambas as empresas estão sob o guarda-chuva dos três homens mais ricos do Brasil, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, sócios da 3G Capital.

Para Pedro Menin, sócio-fundador da Quantzed, casa de análise e empresa de tecnologia e educação financeira para investidores, a queda da Ambev na Bolsa está ligada às suspeitas levantadas pela CervBrasil. “O mercado suspeita, e teme, que seja uma prática corriqueira do grupo”, disse Menin, em relação a manobras contábeis que levaram a Americanas à crise.

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O estudo contratado pela CervBrasil aponta um rombo estimado em R$ 30 bilhões em manobras tributárias na Ambev. O levantamento foi realizado pela consultoria AC Lacerda. A associação acusa a empresa de inflacionar o preço de componentes necessários à produção de bebidas que são passíveis de isenção e geração de créditos fiscais na Zona Franca de Manaus. A suspeita foi noticiada pela revista Veja.

Desde o escândalo da Americanas, a Ambev esteve sob os holofotes do mercado como uma candidata a uma nova crise, seja por suas próprias causas ou afetada pela quebra da varejista. “Se essa narrativa da CervBrasil ganhar força, é mais um tiro no pé da 3G, que vai perder mais credibilidade. E, se for verdade, aumentam as chances de possíveis represálias contra o grupo na Justiça”, completou Menin.

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Ele faz referência à 3G Capital, companhia de investimentos do trio de bilionários. No entanto, nos casos da Americanas e da Ambev, os acionistas de referência são os executivos, e não a 3G Capital. Confira nesta reportagem quem é a 3G Capital.

Flavio Conde, analista de ações da Levante Ideias de Investimentos, pede calma para a análise das suspeitas. “Na CervBrasil há concorrentes da Ambev, então a associação não é isenta para falar sobre a companhia. Esse setor de cervejaria já teve problemas com impostos várias vezes na história, então tem que ser provado. O benefício da dúvida é pró-Ambev”, disse.

À Veja, a Ambev afirmou que “as acusações da CervBrasil não têm qualquer embasamento” e que a empresa calcula todos os créditos tributários “estritamente com base na lei”. A companhia mencionou, ainda, que está entre as cinco maiores pagadoras de impostos no Brasil.

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