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Banco Central diz que cenário requer 'paciência e serenidade' até queda dos juros

Em tom mais ameno, ata da reunião que manteve a Selic em 13,75% ao ano destaca que nova alta da taxa é menos provável

Economia|Do R7

Ata do BC justifica manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano
Ata do BC justifica manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano Ata do BC justifica manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano

O BC (Banco Central) divulgou nesta terça-feira (9) a ata com as motivações que na manutenção, pela sexta vez seguida, da taxa básica de juros da economia brasileira em 13,75% ao ano, o maior patamar desde 2017.

No documento, os membros do Copom (Comitê de Política Monetária) defendem "paciência e serenidade" com o atual cenário econômico até o início da trajetória de cortes da taxa Selic.

Comitê reafirma que o processo desinflacionário em seu atual estágio demanda serenidade e paciência na condução da política monetária para garantir a convergência da inflação para suas metas", destaca a ata.

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Em tom mais ameno do que os comunicados anteriores, o documento enfatiza que, em "um cenário menos provável", poderá elevar a taxa Selic "caso o processo de desinflação não transcorra como esperado". 

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O comunicado mais brando surge em meio a pressão do governo federal pela redução da taxa Selic para estimular o crescimento da economia. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas opções de investimento pelas famílias.

Inflação

Na percepção da autoridade monetária, os recentes dados inflacionários confirmam a visão de um processo de desinflação mais lento, em linha com a visão de uma inflação movida por excessos de demanda, em particular no setor de serviços. 

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Ao defender a manutenção da Selic, a principal ferramenta de política monetária para segurar a inflação, no patamar atual, o Copom diz esperar uma queda relevante na inflação acumulada em doze meses ao longo deste segundo trimestre em função do efeito base do ano anterior, com retomada de alta a partir de julho.

"No segundo semestre de 2023, como os efeitos das medidas tributárias que reduziram o nível de preços no terceiro trimestre de 2022 não estão mais incluídos na inflação acumulada em doze meses e ainda se terá a inclusão dos efeitos das medidas tributárias deste ano, se observará elevação do mesmo indicador", afirma a ata.

A avaliação considera, principalmente, a desoneração dos combustíveis e da energia elétrica adotada nos últimos meses do ano passado. A medida resultou em três meses de deflação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial.

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