Economia Dólar à vista fecha quinta-feira pós Copom e Fed perto da estabilidade; Ibovespa tem alta de 0,37%

Dólar à vista fecha quinta-feira pós Copom e Fed perto da estabilidade; Ibovespa tem alta de 0,37%

Noticiário internacional deu o tom dos negócios com a moeda dos EUA; na bolsa, as ações da Ultrapar dispararam cerca de 12%

Reuters
O dólar ficou estável nesta quinta (4), e ações subiram

O dólar ficou estável nesta quinta (4), e ações subiram

jcomp / Freepik

Os mercados de câmbio e de ações tiveram uma quinta-feira (4) de aversão a riscos, com o dólar à vista oscilando em alta ante o real na maior parte do dia. O Ibovespa, o índice de referência do mercado acionário brasileiro, por outro lado, teve variação mais positiva, puxada pela repercussão de balanços corporativos de diferentes companhias, alguns deles com resultados acima do esperado.

O dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 4,9923 na venda, queda de 0,01%. Na B3, às 17h15 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,03%, a R$ 5,0195.

Na abertura dos negócios, às 9h32, a moeda dos Estados Unidos chegou à cotação mínima do dia, R$ 4,9699, recuo de 0,45%. Ele foi motivado pela percepção de que a decisão sobre a taxa básica de juros, anunciada na véspera pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central), abria espaço para a queda das cotações.

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Na quarta-feira (3), o comitê divulgou que a Selic vai continuar em 13,75% ao ano e, em comunicado, deixou pouca ou nenhuma margem para que o início do ciclo de corte de juros ocorra já no próximo encontro, em junho.

A decisão do Banco Central tanbém esteve 'no radar' do Ibovespa, que subiu 0,37%, a 102.174,34 pontos, mas ficou distante da máxima do dia, verificada pela manhã, quando o índice chegou a 103.320,81 pontos, pressionado pelo declínio da Vale. O volume financeiro somou R$ 26,3 bilhões.

Luís Moran, chefe de análise de investimentos da EQI Research, disse que a penúltima sessão da semana foi marcada pela repercussão de muitos balanços corporativos, com alguns um pouco melhores do que o esperado, o que "puxou o mercado". "Mas é uma alta pequena", ponderou, destacando que foi um dia bastante volátil.

Um destaque foi a Ultrapar, que disparou cerca de 12% após desempenho trimestral acima do que era esperado por analistas, enquanto a Embraer desabou quase 10% na esteira do prejuízo no primeiro trimestre.

O dólar, ainda pela manhã, saltou para o território positivo, em sintonia com o exterior, onde a moeda norte-americana também ganhava espaço ante divisas de outros exportadores de commodities.

Na maior parte do dia, o dólar à vista oscilou, em alta, ante o real, movimento causado pela 'fuga' dos investidores globais dos ativos de maior risco.

Nos negócios com a moeda dos EUA, foi o noticiário internacional quem deu o tom, principalmente: a preocupação com a crise dos bancos regionais desse país e seu possível impacto sobre a atividade econômica.

“Estamos de novo com essa história dos bancos regionais norte-americanos e, com isso, as bolsas de ações trabalham no território negativo, e os investidores fogem para o dólar”, falou Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora.

No exterior, no fim da tarde, essa moeda mantinha leve alta ante uma cesta de divisas. Às 17h15 (de Brasília), o índice do dólar, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas, subia 0,18%, a 101,410.

Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,72% depois que a decisão do banco regional PacWest de explorar opções estratégicas, incluindo uma venda, aprofundou temores sobre a saúde das instituições financeiras dos Estados Unidos, o que também enfraqueceu o pregão brasileiro.

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