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Governo propõe reduzir jornada e salário de servidor em 'emergências'

PEC da Pacto Federativo é uma das medidas do pacote anunciado nesta terça e prevê cortes caso despesas cresçam de forma a ameaçar contas

Economia|Márcio Pinho, do R7

O ministro da Economia, Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes O ministro da Economia, Paulo Guedes

O pacote econômico anunciado nesta terça-feira (5) pelo governo federal prevê a redução de até 25% da jornada do servidor em casos de decretação de emergência fiscal. Caso isso aconteça, os salários também serão adequados a nova carga horária.

A medida faz parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo, um dos seis projetos do pacote que começou a ser enviado ao Congresso pela gestão Jair Bolsonaro.

A PEC vai instituir gatilhos para conter gastos públicos em casos de estado de emergência, que será instituído em duas situações:

- No âmbito da União, quando o Congresso autorizar o desenquadramento da "regra de ouro' (norma que proíbe o governo a contrair dívida para pagar despesas correntes)

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- Nos estados, quando a despesa corrente ultrapassar 95% da receita corrente

Nesse caso, ficam instituídas quatro travas automáticas:

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- União, estados e municípios não podem promover funcionários (com exceção de serviço exterior, judiciário, membros do MP, policiais, militares e que não implique em atribuição de função

- Também ficam impedidos de dar reajuste, criar cargo, reestruturar carreiras, fazer concurso ou criar verbas indenizatórias

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- Suspensão da criação de despesas obrigatórias e de benefícios tributários

- Permissão para redução de até 25% da jornada de trabalho com adequação dos vencimentos do servidor

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Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a medida permitirá que a crise não dure mais de dois anos, porque novas despesas deixarão de ser feitas em razão das travas. “O governo paga todo mundo, só não faz absurdo que é ficar dando aumento quando você está quebrado”, disse.

Reforma administrativa

Outro ajuste que deverá ter impacto direto no funcionalismo é a reforma administrativa. O ministro afirmou que pretende extinguir cargos e reduzir salários de novos concursados, entre outras mudanças.

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