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Boris Johnson e Rishi Sunak lideram corrida para ser o próximo primeiro-ministro do Reino Unido

Candidatos para substituir Liz Truss buscam apoio para se tornar líder do Partido Conservador 

Internacional|Do R7

Ex-primeiro-ministro Boris Johnson e o ex-ministro das Finanças do Reino Unido Rishi Sunak
Ex-primeiro-ministro Boris Johnson e o ex-ministro das Finanças do Reino Unido Rishi Sunak Ex-primeiro-ministro Boris Johnson e o ex-ministro das Finanças do Reino Unido Rishi Sunak

Boris Johnson e seu ex-ministro das Finanças Rishi Sunak eram os nomes que apareciam à frente na disputa para substituir a primeira-ministra britânica, Liz Truss, nesta sexta-feira (21), com candidatos buscando apoio para se tornar líder do Partido Conservador em um processo acelerado.

Depois que Truss anunciou sua renúncia na quinta-feira, encerrando suas seis semanas no poder, aqueles que querem substituí-la estavam tentando conseguir os cem votos de parlamentares conservadores necessários para concorrer em uma disputa em que o partido espera redefinir sua sorte.

A corrida para se tornar o quinto primeiro-ministro britânico em seis anos ocorre num momento em que as pesquisas mostram que muito provavelmente os conservadores iriam encarar uma derrota na próxima eleição nacional.

O vencedor será anunciado na segunda ou sexta-feira da próxima semana.

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No que seria um retorno extraordinário, Johnson, que foi deposto pelos parlamentares há pouco mais de três meses, estava subindo na disputa, ao lado de Sunak.

"Acho que ele tem um histórico comprovado para mudar as coisas. Ele pode mudar de novo. E tenho certeza de que meus colegas ouvem essa mensagem em alto e bom som", disse o parlamentar conservador Paul Bristow sobre Johnson na rádio LBC.

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"Boris Johnson pode ganhar a próxima eleição geral", disse ele.

Johnson, que deixou o cargo comparando-se a um ditador romano levado ao poder duas vezes para evitar crises, pode enfrentar dificuldades para chegar aos cem votos depois que seu mandato de três anos foi prejudicado por escândalos e alegações de má conduta.

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Um de seus ex-assessores, que não fala mais com Johnson e pediu para não ser identificado, disse que é improvável que ele atinja o patamar, tendo alienado dezenas de conservadores durante seu mandato repleto de escândalos.

O jornal Financial Times, que pediu uma nova eleição, disse que uma volta de Boris Johnson seria "uma farsa".

Will Walden, que também trabalhou anteriormente para Johnson, disse que o ex-primeiro-ministro estava voltando de férias e fazendo sondagens.

"O país precisa de um líder adulto e sério. Boris teve sua chance, vamos seguir em frente. Suspeito que não é isso que o Partido Conservador fará, eles podem muito bem reelegê-lo", disse Walden à BBC.

O ministro dos Negócios Jacob Rees-Mogg disse que estava apoiando Johnson, tuitando seu apoio.

A disputa começou na quinta-feira, horas depois que Truss se posicionou diante de seu escritório em Downing Street para dizer que não poderia continuar.

Sunak, o ex-analista do Goldman Sachs que se tornou ministro das Finanças assim que a pandemia de Covid-19 chegou à Europa e ficou em segundo na disputa anterior vencida por Truss, é o favorito das casas de apostas, seguido por Johnson.

Em terceiro lugar está Penny Mordaunt, uma ex-ministra da Defesa popular entre os membros do partido. Nenhum declarou formalmente sua candidatura.

Truss renunciou após o mandato mais curto e caótico de qualquer primeiro-ministro britânico depois que seu programa econômico abalou a reputação de estabilidade financeira do país e deixou muitas pessoas mais pobres.

Truss disse que não poderia mais conduzir seu programa depois que seu plano econômico tumultuou os mercados, forçando uma reviravolta sob um novo ministro das Finanças depois que ela demitiu seu aliado político mais próximo.

A visão na quinta-feira de mais um primeiro-ministro impopular fazendo um discurso de renúncia em Downing Street — e o início de uma nova corrida pela liderança — ressalta o quão volátil a política britânica se tornou desde a votação do Brexit em 2016.

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