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Conselho de Segurança da ONU debate sobre cibersegurança

Assunto foi pauta de reunião pública realizada na Suíça e contou com conversas entre norte-americanos e russos

Internacional|

Reunião em Genebra debate preocupação crescente dos países em relação à cibersegurança
Reunião em Genebra debate preocupação crescente dos países em relação à cibersegurança Reunião em Genebra debate preocupação crescente dos países em relação à cibersegurança

O Conselho de Segurança da ONU iniciou nesta terça-feira (29) sua primeira reunião pública formal sobre segurança cibernética, uma preocupação crescente evidenciada pela recente troca de opiniões sobre o assunto entre o presidente americano, Joe Biden, e o russo, Vladimir Putin.

"O risco é claro e a cooperação é essencial" para combater a atividade maliciosa, destacou a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield.

"Temos uma estrutura, é a hora de aplicá-la", disse sem mencionar a Rússia, a quem os ocidentais costumam acusar de ataques cibernéticos.

Em uma cúpula em Genebra, Biden estabeleceu limites para Putin, cujo país é frequentemente acusado de estar por trás de ataques de hackers. Nesse caso, os EUA definiram 16 entidades "intocáveis", desde o setor de energia até a distribuição de água.

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Elogiando o papel proativo da Rússia no combate aos crimes cibernéticos, o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, pediu a adoção de "novas normas" por meio de "um projeto de convenção para 2023" que seja juridicamente vinculante."Se as ameaças à segurança cibernética mundial são iguais para todos, então isso deve ser discutido com todos os Estados da ONU, e não dentro de um círculo estreito de Estados tecnologicamente desenvolvidos", afirmou o diplomata russo.

Com seu uso duplo, civil e militar, o ciberespaço "não é um tópico comum que possa ser incluído na questão do controle de armas. Não é possível assinar um tratado e simplesmente verificá-lo. É necessário ter uma abordagem mais inovadora", disse o embaixador.

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Programa de ação

O Ocidente suspeita que a Rússia, apoiada pela China, deseja um tratado para conter a liberdade de expressão e a oposição na Internet.

"A Estônia está convencida de que o direito internacional em vigor, incluindo a Carta das Nações Unidas em sua totalidade, o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos, são aplicados no espaço cibernético", declarou a primeira-ministra da Estônia, Kaja Kallas, que convocou a reunião do Conselho.

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Em nome da França, o ministro do Comércio Externo, Franck Riester, propôs um "plano de ação" para aplicar as normas acordadas."Não queremos um oeste digital selvagem ou uma compartimentação do ciberespaço", disse.

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Vários membros do Conselho de Segurança reconheceram os graves perigos dos crimes na Internet, incluindo os ataques de ransonware, um programa que criptografa sistemas de computador e exige um resgate para desbloqueá-los. No passado, o Conselho abordou a questão dos crimes cibernéticos informalmente.

Ao abrir o debate, o secretário-geral adjunto de Desarmamento da ONU, Izumi Nakamitsu, disse que a organização observou "um aumento gigantesco do número de incidentes maliciosos nos últimos anos", que vão desde a desinformação até a interrupção das redes de computadores.

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"Estão contribuindo para uma redução da confiança entre os Estados", disse. Ele afirmou que, em janeiro, 4,6 bilhões de pessoas em todo o mundo eram usuárias ativas na Internet.

Em 2022, 28,5 bilhões de dispositivos estarão conectados à Internet, um aumento significativo em relação aos 18 bilhões de 2017, acrescentou.

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