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Irã ainda quer 'matar' Donald Trump para vingar morte de general, afirma comandante militar

O iraniano morreu durante uma operação realizada pelos Estados Unidos em janeiro de 2020

Internacional|

Ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump
Ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump Ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump

Um comandante militar iraniano repetiu na última sexta-feira (24) que o país deseja vingar a morte do general Qasem Soleimani em uma operação dos Estados Unidos, em 2020, com a expectativa de "poder matar" o ex-presidente americano Donald Trump.

"Esperamos poder matar Trump, Mike Pompeo, o ex-secretário de Estado americano, e Kenneth McKenzie, o ex-diretor do Comando Central do exército dos Estados Unidos no Oriente Médio, assim como os comandantes militares que deram a ordem para o assassinato de Soleimani", declarou o general Amirali Hajizadeh.

"Já temos a capacidade de atingir navios americanos a uma distância de 2.000 quilômetros com mísseis", acrescentou o general, que comanda a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã.

O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, prometeu em janeiro "vingar" o "assassinato" de Soleimani. Os programas balísticos da República Islâmica preocupam o Ocidente, que acusa o país de querer aumentar o alcance de seus mísseis e de desestabilizar o Oriente Médio e Israel, inimigo de Teerã.

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Neste sábado (25), a televisão estatal exibiu imagens de lançamentos de um "novo míssil de cruzeiro Paveh com alcance de 1.650 quilômetros".

Comandante da Força Quds, o braço internacional da Guarda Revolucionária, Soleimani era um dos líderes militares mais renomados do país. O general foi assassinado em Bagdá durante uma operação dos Estados Unidos em janeiro de 2020. 

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Trump afirmou na ocasião que ordenou a operação em resposta a uma série de ataques contra alvos americanos no Iraque. Cinco dias depois, o Irã lançou mísseis contra uma base aérea dos Estados Unidos no Iraque, sem provocar nenhuma baixa.

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