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Irã pede bilhões de dólares aos EUA para retomar acordo nuclear

Iranianos afirmam que norte-americanos mantêm contas bancárias que pertencem ao país congeladas

Internacional|Do R7

País exige que norte-americanos liberem contas iranianas bloqueadas
País exige que norte-americanos liberem contas iranianas bloqueadas País exige que norte-americanos liberem contas iranianas bloqueadas

O Irã pede bilhões de dólares aos Estados Unidos para medir sua "verdadeira intenção" em relação às negociações nucleares, que estão paralisadas desde junho, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amir Abdollahian.

Se os americanos "têm uma intenção verdadeira [de salvar o acordo], devem liberar uma parte de nossas propriedades, por exemplo, dezenas de bilhões de dólares congelados em bancos estrangeiros e devolvê-los ao Irã", disse o ministro no sábado em entrevista a uma emissora estatal.

As negociações acontecem depois que o secretário de Estado americano, Antony Blinken, disse na quinta-feira (30) que o tempo pressiona para que o Irã volte ao acordo nuclear.

Desde junho, as negociações entre o Irã e as potências ocidentais para retomar o pacto estão paralisadas. O acordo foi muito enfraquecido com a saída unilateral dos Estados Unidos em 2018.

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O acordo, assinado em Viena em 2015, ofereceu ao Irã uma suspensão parcial das sanções ocidentais e da ONU em troca da promessa da República Islâmica de reduzir drasticamente seu programa nuclear e não desenvolver uma bomba atômica.

Após a saída dos Estados Unidos, porém, o Irã começou a descumprir o acordo. O país árabe também quer levar a Coreia do Sul à Justiça devido à recusa de Seul em pagar uma dívida, avaliada em 8 bilhões de dólares, pela compra de petróleo.

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Blinken disse na quinta-feira que a Casa Branca se comportou com "muito boa-fé por muitos meses" em relação às negociações nucleares, das quais participa de maneira indireta.

"Os americanos não estão dispostos a desbloquear [as propriedades congeladas do Irã] para que possamos garantir os interesses do povo iraniano", lamentou Amir Abdollahian.

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