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Manifestantes pró-Rússia atacam sede do Ministério do Interior em Odessa

O premiê da Ucrânia chegou a região e responsabilizou a polícia pelos violentos enfrentamentos

Internacional|

Manifestantes fizeram barricadas em frente de prédios públicos em Odessa
Manifestantes fizeram barricadas em frente de prédios públicos em Odessa Manifestantes fizeram barricadas em frente de prédios públicos em Odessa

Cerca de mil manifestantes pró-Rússia atacaram neste domingo (4) a sede do Ministério do Interior em Odessa, na Ucrânia, para exigir a libertação dos rebeldes detidos após os enfrentamentos que deixaram, na sexta-feira (2), 46 pessoas mortas na cidade banhada pelo Mar Negro.

Os manifestantes lançaram pedras contra as janelas do edifício, mas dezenas de agentes de seguranças equipados impedem sua entrada, segundo informou a imprensa local.

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"Odessa, cidade russa" ou "Fora com a Junta" (de Kiev) são alguns dos lemas que os manifestantes, boa parte formada por jovens, cantam.

Os manifestantes chegaram ao local após marchar pelas ruas da cidade procedente da Casa dos Sindicatos, onde um incêndio matou na sexta-feira 40 pessoas, a maioria insurgentes pró-Rússia partidários da federalização da Ucrânia. Em frente ao prédio já havia centenas de familiares e amigos dos presos, que se concentraram no local para exigir sua libertação.

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Os manifestantes bloquearam a rua adjacente e penduraram nas paredes e nas árvores cartazes com as seguintes palavras de ordem: "Liberdade para os heróis de Odessa", "Nem esquecemos, nem perdoamos o sangrento 2 de maio" e "Libertem o povo, assassinos".

Os partidários da sublevação contra Kiev, que tem seu epicentro nas regiões de Donetsk e Lugansk, hastearam uma grande bandeira tricolor russa na fachada da Casa dos Sindicatos. O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, que chegou hoje a Odessa, responsabilizou a polícia pelos violentos enfrentamentos que deixaram 46 mortos e 150 feridos.

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"Se os órgãos de segurança funcionassem, então os terroristas deveriam ter sido neutralizados", disse Yatseniuk, citado pela imprensa local. Yatseniuk explicou que um grupo especial da Procuradoria-Geral se encarregará de investigar as circunstâncias da tragédia para "encontrar todos os líderes e organizadores" dos distúrbios.

Dezenas de milhares de habitantes de Odessa foram hoje para as igrejas para homenagear os mortos, enquanto muitos depositaram ramos de flores em frente à Casa dos Sindicatos.

Ucrânia declarou luto nacional por dois dias pela tragédia em Odessa. A maioria dos mortos no incêndio eram manifestantes pró-Rússia, que entraram no prédio para fugir da polícia.

Os rebeldes acusam o lado contrário de incendiar o edifício ao lançar coquetéis molotov e outros artefatos explosivos caseiros, enquanto a polícia diz que os insurgentes também lançaram objetos e dispararam de dentro da Casa dos Sindicatos contra a multidão.

Segundo informou hoje a agência UNIAN, grupos pró-Rússia radicais publicaram nas redes sociais os endereços de alguns ativistas pró-Ucrânia e prometeram vingança.

A Rússia exigiu uma investigação exaustiva sobre o incidente, que classificou como "bárbaro assassinato", e advertiu que se isto não ocorrer irá recorrer aos tribunais internacionais.

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