Internacional Senador denuncia morte de mais jovens em conflito na Colômbia

Senador denuncia morte de mais jovens em conflito na Colômbia

Em 2019, o governo reconheceu a morte de 8 menores em um bombardeio, mas segundo um senador, outros 28 adolescentes teriam sido mortos

  • Internacional | Do R7, com EFE

Senador colombiano Roy Barreras denunciou a morte de 36 menores na Colômbia

Senador colombiano Roy Barreras denunciou a morte de 36 menores na Colômbia

Reprodução/ Twitter

O senador colombiano Roy Barreras denunciou nesta quinta-feira (22) em um debate no senado que 36 crianças morreram ou desapareceram devido a ações da força pública. O senador pediu a renúncia do ministro da Defesa, Carlos Holmes Trujillo.

Barreras, que denunciou em novembro do ano passado, quando o ministro era Guillermo Botero, que oito crianças morreram em uma operação militar no departamento de Caquetá, disse que o número de menores mortos é ainda maior.

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“Não foram oito, foram mais mortes. São 36. Meninos e meninas nos registros oficiais que vocês verão, no devido tempo, nas cifras da medicina legal. Estou falando apenas de meninos e meninas de 12 a 18 anos, mortos por balas da força pública, mortas por agentes ”, disse o senador.

Barreras afirmou que dentro de alguns dias irá compartilhar as provas da denúncia que fez nesta quinta, com vídeos, fotos, áudios e exames de legistas. Ele afirmou que sua equipe vem trabalhando no caso há semanas.

Sessão no senado

A denúncia contra o ministro da Defesa aconteceu durante uma sessão que discute uma censura a Trujillo, após a morte de ao menos 13 pessoas durante os protestos contra a violência policial, que acabou com a vida do advogado Javier Ordoñez. 

Vídeos que circularam na internet mostraram os policiais disparando contra manifestantes durante os protestos, o que provocou uma reação por parte da sociedade colombiana. O ministro Holmes Trujillo chegou a pedir desculpas pelos abusos cometidos pela força policial nas manifestações. 

Sobre a denúncia do senador, Trujillo afirmou que não é da competência dele informar sobre a morte de menores. 

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