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Motorista que arrastou instrutor em BH vai responder processo em liberdade 

Segundo a Polícia Civil, a versão apresentada pelo suspeito foi refutada por imagens e testemunhas ouvidas até então

Minas Gerais|Maria Luiza Reis, Do R7

A Polícia Civil de Minas Gerais detalhou, na manhã desta segunda-feira (24), os avanços da investigação sobre a morte do instrutor de autoescola Alessandro Gomes de Carvalho, de 48 anos, no bairro Floramar, na região norte de Belo Horizonte. O suspeito não foi preso por não haver flagrante em delito e por ter se apresentado após intimação. O instrutor morreu ao ser arrastado por um carro, após uma briga de trânsito, no dia 12 de abril. 

Segundo os delegados Rômulo Guimarães Dias e Rodrigo Gome Fagundes, responsáveis pela investigação do caso, a versão apresentada pelo suspeito foi refutada por imagens e testemunhas ouvidas até então.

Novas imagens mostram momento logo após batida
Novas imagens mostram momento logo após batida Novas imagens mostram momento logo após batida

O homem suspeito de arrastar o instrutor de autoescola se apresentou e prestou depoimento na Delegacia Especializada de Acidentes de Veículos na última quarta-feira (19). Ele contou aos policiais que teria saído com o carro porque o instrutor apresentava comportamento agressivo, o ameaçava e teria dado socos em seu veículo.

No entanto, as provas já coletadas pela Polícia Civil refutam essa versão. Novas imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram os primeiros momentos após a colisão entre os carros. As imagens, como apontam a Polícia Civil, não mostram a suposta agressividade apresentada pelo instrutor. Testemunhas também não confirmam a versão contada pelo suspeito. 

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Segundo o aluno que estava com o instrutor, a vítima não apresentou comportamento agressivo e que, a princípio, parecia que a situação havia sido resolvida. O aluno reforça a versão que o suspeito fugiu após o instrutor sugerir que um Boletim de Ocorrência fosse feito. 

A Polícia Civil também informou que há indícios de que o suspeito tenha colidido em um terceiro veículo após fugir do local onde aconteceu o primeiro acidente. 

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As investigações seguem em curso e a Polícia Civil aguarda os laudos de necropsia e o laudo pericial nos veículos envolvidos para que possa ser fializado o inquérito. 

A defesa do suspeito diz, no entanto, que os vídeos divulgados confirmam a versão apresentada à polícia e que a tragédia aconteceu por causa da “coragem desmedida” da vítima, que tentava fazer justiça com as próprias mãos.

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Entenda o caso

Alessandro Gomes foi arrastado por um carro após uma discussão de trânsito no dia 12 de abril. O instrutor chegou a ser socorrido pelo Samu e levado para o Hospital Risoleta Neves, em Venda Nova. Ele passou por duas cirurgias após ter sofrido traumatismo craniano, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte encefálica confirmada e o óbito declarado por volta das 8h35 da manhã da segunda-feira (17). 

A briga, segundo o boletim de ocorrência, aconteceu após o motorista de aplicativo bater na traseira do carro em que Alessandro dava aula. O motorista foi embora quando o instrutor falou em acionar a polícia. Neste momento, Alessandro se colocou em frente ao veículo para evitar a fuga. Imagens mostram Alessandro sendo arrastado pelo carro. 

O homem suspeito de arrastar o instrutor é um motorista de aplicativo, ele se apresentou e prestou depoimento na Delegacia Especializada de Acidentes de Veículos. Segundo o advogado, o homem disse que não viu a vítima caindo no chão e teria ficado sabendo do que aconteceu quando as imagens viralizaram.

Segundo o advogado Márcio Grossi, o cliente fugiu do local durante a briga de trânsito por ter se sentido acuado. "Ele [o suspeito] ainda reduziu o veículo com o objetivo de parar para que nada de pior acontecesse, mas a vítima partiu para o lado do veículo querendo agredi-lo, de forma intransigente, muito nervoso e agressivo", relata Grossi.

Confira a nota na íntegra

"A defesa de Denis Maclin entende que os vídeos hoje veiculados pela imprensa, demonstram que Denis trabalha com a verdade. A verdade não tem dois lados e agora vem a tona. Em seu depoimento, Denis afirma que somente saiu do local em razão do estado agressivo, nervoso, ameaçador em que se encontrava a vítima Alessandro no momento dos fatos.

As imagens são precisas, demonstrando pelos gestos, pelas tentativas de cercar que Alessandro já saiu do veículo nervoso e disposto a resolver a todo custo o fato, impedindo que Denis deixasse o local.

A defesa informa que está em investigação defensiva, já solicitou diversas diligências ao delegado que preside o inquérito e que irá demonstrar com precisão que essa tragédia se deveu pela coragem desmedida da vítima, por atos e atitudes inconsequentes dela própria, tentando fazer justiça com as próprias mãos". 

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