Minas Gerais MP ainda não decidiu se vai punir procurador que atirou contra moto

MP ainda não decidiu se vai punir procurador que atirou contra moto

Caso aconteceu há 4 meses na região centro-sul de Belo Horizonte; procurador atirou no pneu da moto e agrediu motociclista com coronhada

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7

Caso aconteceu em junho

Caso aconteceu em junho

Reprodução/Redes sociais

O Ministério Público ainda não sabe o que fazer com o caso de um procurador que agrediu um motociclista e atirou contra o pneu da moto em meio a uma briga de trânsito em Belo Horizonte.

O caso ocorreu em 12 de junho e um procedimento investigatório foi aberto três dias dia depois para apurar a conduta de Arnaldo Gomes Ribeiro. Quatro meses depois, o Ministério Público informou, por meio de nota, que a investigação "está em fase final de colheita de provas". 

Em geral, esse tipo de investigação tem 30 dias para ser concluída mas, devido à pandemia, os prazos foram suspensos pelo Ministério Público. 

Veja o vídeo:

Agressão

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar à época, a confusão teria acontecido depois que o procurador "fechou" o motociclista próximo à avenida Prudente de Morais, na região centro-sul da capital mineira. 

A cena foi filmada por um motorista que estava logo atrás do carro dirigido pelo procurador. Pelas imagens, é possível ver os dois homens parados no meio da rua. O procurador desceu do carro armado e atirou contra o pneu da motocicleta. Logo depois, ele bateu com a arma nas costas do homem. 

Após registrar um boletim de ocorrência, o motociclista foi ao IML (Instituto Médico Legal) fazer exame de corpo de delito. 

Versão do procurador

Segundo a versão de Ribeiro, que consta no boletim de ocorrência, ele estava indo para a sua casa, depois de ter levado a esposa para fazer um tratamento de saúde, quando o motociclista e um carona teriam dado ordem para que ele parasse o carro, "golpeando várias vezes o veículo e a janela onde se encontrava a esposa".

Ainda conforme o relato do procurador, o carona teria descido da motocicleta e ele teria ficado receoso de que o piloto estivesse armado, já que teria tentado "pegar algo" em uma mochila que estava na altura do peito.

Nesse momento, ele desceu do carro para proteger a ele e sua esposa, momento em que deu um tiro no pneu da motocicleta.

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