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Prefeitura de BH exonera servidores por suposta 'rachadinha' do vereador Léo Burguês

Funcionários estão na lista de indiciados pela Polícia Civil por envolvimento no esquema de recolhimento de salários

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

Vereador Léo Burguês nega o crime
Vereador Léo Burguês nega o crime Vereador Léo Burguês nega o crime

A Prefeitura de Belo Horizonte exonerou, neste sábado (28), dois servidores que foram indiciados pela Polícia Civil como suspeitos de devolver ao vereador Léo Burguês (União) parte do salário que recebiam enquanto trabalhavam no gabinete do parlamentar. A prática é conhecida como rachadinha. A investigação também concluiu pelo indiciamento do Legislador.

Em nota, a prefeitura informou que tomou a decisão "tão logo tomou conhecimento dos fatos" "até que tudo seja devidamente esclarecido". O Executivo não detalhou qual função dos servidores ocupavam na prefeitura. O comunicado diz que a exoneração saiu do gabinete do prefeito e que os indiciados ocupavam cargo em comissão.

"Não serão toleradas condutas fora da legalidade e da probidade administrativa", informou a prefeitura.

A reportagem teve acesso ao inquérito da Polícia Civil sobre a investigação iniciada em 2019. Os indiciados exonerados pela prefeitura são um homem e uma mulher que, segundo a investigação, durante a apuração eram assessores de Léo Burguês.

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O relatório aponta que ambos repassavam parte do salário ao parlamentar. O homem, segundo a investigação, "efetuou pagamentos de multas de Léo Burguês junto ao TRE-MG, bem como

apresentou indicativos de repasse de parte do salário ao vereador".

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O documento também indica que o investigado firmou cinco contratos de locação de veículo entre agosto e dezembro de 2020, totalizando 6.991,76.

"Tais valores, apesar de terem sido apontados pelo investigado em dois momentos como sendo custeados por Léo Burguês e parte da campanha do vereador, não constam na prestação de contas de campanha do então candidato Léo Burguês, segundo o informado pelo site do Tribunal Superior Eleitoral", indica trecho do relatório.

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Sobre a mulher, o relatório indica que, oficialmente, ela teria o salário líquido R$ 9.369,38, mas estaria recebendo, na real, R$ 4.975,00.

Na casa dela, "foi apreendida uma cópia de dois depósitos" feitos para uma empresa "para a qual Léo Burguês paga o arrendamento do Chateau. Os depósitos em espécie somam R$ 2.000,00 e foram feitos no dia 08/05/2020".

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O inquérito aponta que os dados bancários da servidora "mostram que, no mesmo dia, ela fez dois saques totalizando os mesmos dois mil reais" por envolvimento em suposta prática de rachadinha com o vereador Léo Burguês (União).

Durante a investigação a mulher foi apontada como "braço direito” e “pessoa de confiança” do vereador.

Além do vereador e dos dois servidores, outras quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil. Segundo a corporação, os investigados devem responder pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O inquérito foi concluído na última semana e encaminhado à Justiça. Agora, cabe ao MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) decidir se vai oferecer denúncia contra eles.

Outro lado

A reportagem tenta contato com os servidores exonerados.

Sobre as investigações, Léo Burguês negou os crimes e disse que recebeu "com indignação e perplexidade" a notícia sobre o indiciamento. "Ao longo de uma devassa de quase quatro anos em meu gabinete, na minha vida pessoal e profissional, com total colaboração da minha parte, todos os depoimentos negaram devolução de dinheiro e mostraram materialmente e textualmente que todos os assessores prestam serviços de acordo com suas funções no mandato", declarou em nota.

Em agosto de 2020, o gabinete do vereador foi alvo de buscas. Relembre a operação:

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