Minas Gerais Sete detentos queimados em motim na Grande BH estão em CTI

Sete detentos queimados em motim na Grande BH estão em CTI

Pacientes passaram por cirurgia e respiram com ajuda de ventilação mecânica; estado de saúde é considerado grave

  • Minas Gerais | Giovana Maldini*, do R7

Oito pessoas seguem internadas, diz Sejusp

Oito pessoas seguem internadas, diz Sejusp

Divulgação / Deop MG

Sete detentos que sofreram queimaduras durante um motim no presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, continuam em estado grave. Eles foram internados no Hospital João 23, no centro de Belo Horizonte, na tarde desta quinta-feira (4).

O último boletim médico, divulgado pela Fhemig (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais) nesta sexta-feira (5), informou que todos estão internados em CTI (Centro de Terapia Intesiva), com auxílio de ventilação mecânica.

Ainda segundo a fundação, todos os pacientes passaram por um procedimento cirúrgico para remover a pele queimada, realizado assim que eles chegaram ao hospital.

Um oitavo detento permanece no Hospital Risoleta Neves. Segundo a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o quadro de saúde dele é estável.

A secretaria ainda informou que todos os presos que estavam na cela e que seguem na unidade prisional, incluindo os que já tiveram alta médica, participarão de uma visita familiar virtual nesta sexta-feira (5), para que possam conversar e tranquilizar os familiares.

Rebelião

Segundo a Sejusp, 18 presos se encontravam na cela no momento da ocorrência. De acordo com policiais penais que trabalham no presídio Inspetor José Martinho Drumond, a cela é projetada para abrigar oito pessoas.

Veja também: Presídio onde houve motim na Grande BH tem 2 presos por vaga

De acordo com a secretaria, um detento "cometeu um ato de subversão da ordem" colocando fogo em um colchão, e as chamas se alastraram por causa do vento, atingindo 18 pessoas ao todo.

Sete presos foram levados para hospitais de BH e Ribeirão das Neves em carros dos bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Cinco foram levados, em helicóptero, com queimaduras graves e os outros seis receberam atendimento da equipe médica da própria unidade prisional.

A Sejusp informou, em nota, que a superlotação em unidades prisionais não é um problema somente de Minas Gerais, e sim uma realidade nacional. A secretaria destacou que vem trabalhando para criar novas vagas.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento

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