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Um dos pistoleiros condenados pela Chacina de Unaí é preso em Sergipe

Rogério Rios estava foragido desde 2020 por um crime que cometeu em Bocaiúva, a 369 km de Belo Horizonte

Minas Gerais|Bruno Menezes, da Record Minas

Rogério Alan Rocha foi condenado a 94 anos de prisão por formação de quadrilha e pelos quatro homicídios triplamente qualificados (Reprodução/Record Minas)

Um dos condenados por executar os auditores fiscais do Ministério do Trabalho, na conhecida Chacina de Unaí, foi preso nesta terça-feira (28) no município de Estância, no estado de Sergipe. Rogério Alan Rocha Rios foi condenado a 94 anos de prisão, mas já havia conseguido progressão para o regime aberto.

A prisão dele se dá porque ele cometeu outro crime na cidade de Bocaiúva, a 369 km de Belo Horizonte, em 2020 e, no mesmo ano, teve a prisão preventiva decretada. Ele estava foragido desde então. Na Chacina de Unaí, Rogério atirou na cabeça do auditor fiscal Nelson e durante boa parte do processo negou a participação no crime.

O superintendente do Ministério do Trabalho em Minas, Carlos Calazans, informou que, enquanto preso, Rogério cumpria pena no Nordeste, mas vai mandar um ofício, nesta quarta, para o Ministério Público Federal (MPF) pedindo que o órgão solicite que Rogério seja transferido para um presídio de segurança máxima. “Somente assim vamos garantir que ele fique preso”, explicou Calazans.

Relembre o caso

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Em 2024, a Chacina de Unaí (MG) completou 20 anos. Apesar dos pistoleiros terem sido identificados e presos rapidamente, fazendeiros apontados como mandantes passaram décadas livres. Dois deles seguem foragidos. O primeiro julgamento do caso aconteceu apenas nove anos depois do crime, em agosto de 2013. Apenas os pistoleiros foram a juri.

Rogério Alan Rocha foi condenado a 94 anos de prisão por formação de quadrilha e pelos quatro homicídios triplamente qualificados. Erinaldo, que confessou ter matado as outras três vitimas, foi condenado a 76 anos e 20 dias de prisão pelos crimes. William Gomes de Miranda foi condenado a 56 anos de detenção pelos homicídios.

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Norberto Mânica, Jose Alberto de Castro e Hugo Pimenta ainda recorrem ao Superior Tribunal de Justiça pela anulação dos respectivos julgamentos, em 2015. A defesa de Antério recorre da condenação de 2022 e da ordem de prisão que considera ilegal. Erinaldo está em prisão domiciliar desde 2021, e usa uma tornozeleira eletrônica. William segue preso e deve receber o benefício de sair da cadeia para trabalhar em 2025.


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