Políticos repercutem confronto entre PM e manifestantes em SP

Parlamentares de direita associaram grupo de torcedores a terrorismo, enquanto representantes da esquerda defenderam ato e criticaram a PM

Confronto entre PM e manifestantes na Avenida Paulista

Confronto entre PM e manifestantes na Avenida Paulista

Van Campos/Thenews2/Estadão Conteúdo

Parlamentares de diferentes espectros políticos se manifestaram neste domingo (31) sobre os atos da Avenida Paulista que resultaram em confronto entre torcedores de clubes que se apresentaram como movimento "pela democracia" e "antifascimo" e a Polícia Militar de São Paulo.

Eles faziam ato na Avenida Paulista a poucas quadras de ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, em que havia também por parte dos manifestantes pedidos de intervenção militar e de fechamento do STF (Supremo Tribunal Federal). 

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou no Twitter que o Brasil deveria fazer o mesmo que o presidente dos EUA, Donald Trump, que disse que movimentos que se classificam como "antifas" e que estão indo às ruas nos últimos dias, após a morte de George Floyd, em atos que resultaram em confrontos e vandalismo, serão classificados como "organização terrorista". 

A também deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) também classificou os torcedores como "terroristas" e disse que a Constituição proíbe que um ato seja convocado para frustrar outro previamente convocado para o mesmo local. 

A deputada federal Major Fabiana (PSL-RJ) chamou os "antifas" de "back blocks" e disse que eles seriam financiados por partidos de esquerda.

Representantes de partidos de esquerda, por outro lado, exaltaram as manifestações e disseram que os atos eram em defesa da democracia e contra o fascismo. 

Alguns parlamentares estiveram presencialmente, caso da deputado federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Ela disse que decidiu acompanhar a manifestação, usando máscara e respeitando o distanciamento social. Depois, postou imagem de manifestante com taco de beisebol e bandeira de Brasil sendo retirada por um PM. 

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também se manifetou exaltando a manifestação pela democracia e citou que foi vista uma bandeira de grupo político extremista da Ucrânia na manifestação de apoio ao governo. 

Confronto

Segundo a PM, a confusão começou quando manifestantes do grupo de torcedores jogaram pedras em direção aos policiais. A PM revidou com bombas de gás lacrimogêneo. 

No Twitter, o governador João Doria afirmou que a polícia agiu para evitar confronto entre os dois grupos.