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Mais dois hospitais entram em colapso em Gaza por falta de combustível

Total chega a 14; Israel acusa Hamas de negar entrega de combustível e divulga áudio de suposta conversa interceptada

Christina Lemos|Do R7

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Tedros Adhanom, da OMS: 14 unidades de saúde colapsaram em Gaza
Tedros Adhanom, da OMS: 14 unidades de saúde colapsaram em Gaza

Nas últimas horas, pelo menos dois hospitais especializados na Faixa de Gaza pararam de funcionar e estão na iminência do colapso no atendimento por falta de energia, gerada a partir de combustível. A entrada do insumo na região está proibida desde que Israel decretou o bloqueio a Gaza, a partir dos ataques do Hamas em 7 de outubro.

A situação afeta neste momento o principal hospital de câncer, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), e o hospital indonésio, segundo a rede Al Arabiya, conglomerado de comunicação com base em Ryiad, Arábia Saudita. 

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“Apelamos urgentemente por apoio para salvar vidas”, declarou Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, assegurando que o hospital do câncer de Gaza “não está atualmente operacional” por causa da “escassez de combustível e dos recentes ataques aéreos nas suas proximidades”. Adhanom tem reiterado apelos dramáticos por socorro às vítimas hospitalizadas e adverte que 14 dos 36 hospitais e unidades de saúde de Gaza neste momento estão sem funcionar, além de dois centros especializados. Os demais estariam sobrecarregados em mais de 40% de sua capacidade.

Os geradores de energia do Indonesian Hospital, em Gaza, pararam por falta de combustível na noite desta quarta-feira (1º). Mesmo assim, as imediações do núcleo de saúde estão superlotadas de moradores, a maioria mulheres e crianças, que buscam abrigo, na expectativa de que hospitais sejam poupados de bombardeios.

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Por meio de suas redes sociais, as FDI (Forças de Defesa de Israel) divulgaram uma gravação de um diálogo travado supostamente entre um representante do Hamas e a direção do hospital indonésio. Na conversa grampeada pela inteligência israelense, o diretor do hospital, ao lado do chefe do corpo médico, apelam por reabastecimento de combustível, enquanto o dirigente do grupo extremista desconversa, não reconhecendo a suposta ordem superior para o socorro ao hospital. Não é possível comprovar de forma independente a veracidade da gravação. 

“Esta conversa gravada expõe a exploração de recursos humanitários pelo Hamas”, declara as FDI. “Eles roubam o combustível e optam por guardar tudo para si”, completa.

Autoridades israelenses proibiram terminantemente a entrada de combustível em Gaza por meio da ajuda humanitária por considerarem que o produto é utilizado como fonte de energia para a vida subterrânea nos túneis do grupo extremista e como insumo para o acionamento de mísseis e outras armas. E acreditam que o Hamas detenha milhões de litros de combustível em estoque.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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