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Jantar com Fernández: Lula cogita pacote de socorro à Argentina

Presidentes se encontram amanhã. Medidas vão de ajuda do BNDES às exportações a financiamento de gasoduto

Christina Lemos|Do R7

Fernández e Lula: jantar selará ajuda à Argentina
Fernández e Lula: jantar selará ajuda à Argentina Fernández e Lula: jantar selará ajuda à Argentina

O presidente Lula quer que o Brasil promova um gesto de solidariedade à Argentina — país governado pelo amigo pessoal Alberto Fernández e que se encontra mergulhado em grave crise fiscal e monetária, com inflação anual superior a 100%.

Os dois jantam juntos nesta terça-feira (2) para tratar de um possível pacote de medidas de socorro ao país vizinho.

O blog apurou que entre as medidas estão uma linha especial de crédito do BNDES para facilitar exportações brasileiras para a Argentina — que vive situação crítica quanto às reservas em moeda americana. Outro tema sobre a mesa é a vinculação do gasoduto Vaca Muerta com a rede que abastece o sul do Brasil. Para concluir a obra antes do fim de seu mandato, neste ano, Fernández precisa de financiamento na casa dos 700 milhões de dólares.

Até mesmo um cargo para o futuro ex-presidente é cogitado por Lula, que tem no argentino o seu melhor amigo entre os dirigentes do continente. Fernández não disputará um novo mandato para governar a Argentina e pode vir a presidir a nova Unasul — organismo que Lula pretende reativar. O país vizinho terá eleições presidenciais em 22 de outubro. 

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Fernández cogita desembarcar em Brasília com o homólogo de Fernando Haddad, o ministro Sergio Massa, além do chanceler argentino Santiago Cafiero. Um eventual programa de financiamento no BNDES, comandado por Aloizio Mercadante, permitiria à Argentina evitar a evasão de dólares de suas reservas para pagar as importações do Brasil.

No jantar de trabalho desta terça, os dois presidentes devem abordar também o encontro de cúpula presidencial que Lula deseja realizar em Brasília, em 30 de maio. O encontro terá o formato de “retiro” e reunirá exclusivamente presidentes da América do Sul. Alguns já confirmaram presença, como os presidentes da Colômbia, do Uruguai e da própria Argentina.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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