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Mulheres guardam menos dinheiro do que homens, diz pesquisa

Somente 28% das brasileiras fazem investimentos, enquanto na população masculina esse índice chega a 34%

Renda Extra|Do R7

Número de mulheres investidoras é bem menor que o de homens
Número de mulheres investidoras é bem menor que o de homens Número de mulheres investidoras é bem menor que o de homens

As mulheres investem e poupam menos que os homens. Enquanto 64% das brasileiras não guardam dinheiro de jeito nenhum, entre os homens o percentual cai para 58%. O principal motivo alegado pelo público feminino é a falta de dinheiro para economizar e investir.

Os dados fazem parte da quinta edição do Raio X do Investidor Brasileiro, pesquisa realizada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha, que ouviu 5.800 pessoas das classes A/B, C e D/E, de todas as regiões do país.

A pesquisa revela ainda que somente 28% das mulheres fazem investimentos, enquanto na população masculina esse índice chega a 34%.

Entre as mulheres e os homens investidores, o principal entrave para conseguir realizar aplicações é a falta de recursos. A afirmação foi dada por 55% das mulheres e 51% dos homens. Em seguida, vem o desemprego, com 10% das respostas de mulheres, enquanto para quem é do sexo masculino esse número é de 6%.

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“O recorte de gênero é importante para que possamos refletir sobre formas de disseminar mais a cultura de investimento entre as mulheres. A falta de dinheiro para investir, apontado por um número relativamente maior de mulheres do que de homens, reflete também o impacto causado por aspectos socioeconômicos importantes: em média, as mulheres recebem salários menores e dedicam mais tempo à família”, avalia Marcelo Billi, superintendente de comunicação, certificação e educação de investidores da Anbima.

Poupança

Na outra ponta, as mulheres que investem tendem a ser conservadoras e evitam o risco. Segundo o levantamento, 83% delas escolhem a poupança na hora de investir, ante 68% dos homens.

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Em seguida, com 7% de preferência delas, vêm os títulos privados, como debêntures e CDBs, percentual que para os homens é de 9%.

Enquanto fundos de investimento, moedas digitais e ações na Bolsa de Valores, investimentos de maior risco, são opções para 12%, 11% e 11% dos homens, respectivamente, para elas são 6%, 4% e 3%.

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“A poupança é um investimento muito popular. A maior proporção de mulheres que preferem essa opção reflete uma preferência por alternativas menos arriscadas na hora de investir”, avalia Billi. “Por isso, a educação financeira é tão importante. Com mais conhecimento acerca dos produtos, é possível uma maior diversificação da carteira de investimentos, controlando riscos e respeitando o perfil das investidoras”, acrescenta.

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Classe social

Quando se observam de perto as investidoras, percebe-se que elas se concentram nas classes A, B e C, com 85% das mulheres entrevistadas, em um cenário parecido entre os homens, de 87%. No caso das mulheres, a classe C responde por quase metade (47%), seguida da classe A e B, com 38%, e, por último, da classe D/E, com 15%; já para os homens, a classe C representa 43% dos entrevistados; as classes A/B, 45%, e D/E, 13%.

Já o principal objetivo que move as mulheres que buscam investir é realizar o sonho da casa própria (28%), parecido com o dos homens (30%). 

Fazer uma reserva de emergência e manter os valores aplicados corresponde ao propósito de 20% das mulheres ouvidas pelo levantamento, valor igual para os homens.

Prioridades

Algumas prioridades mudam quando se comparam as entrevistadas com os entrevistados. Para elas, viajar pelo mundo e conhecer novas culturas (9%) e fornecer educação para si e para filhos e netos (8%) são mais importantes do que investir em negócio próprio (7%) e usar na velhice (6%), enquanto para os homens pensar na aposentadoria (9%) e empreender (9%) passam na frente de viagens (6%) e estudar (6%).

A insegurança para investir é menor nas mulheres que nos homens que não fazem investimentos. Apenas 5% das mulheres não investem por motivos relacionados com insegurança, medo e falta de confiança. Entre os homens, esse percentual é maior e chega a 8% dos entrevistados.

Sobre investir em 2022, 43% das mulheres que não fazem aplicações financeiras ainda estão dispostas a tentar algum investimento; entre os homens, 51% querem investir neste ano.

Metodologia

A quinta edição da pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro entrevistou presencialmente 5.878 pessoas das classes A, B, C e D/E, de 16 anos ou mais, nas cinco regiões do país. As entrevistas ocorreram entre 9 e 30 de novembro de 2021. A margem de erro da pesquisa é de um ponto percentual, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

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