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Entenda o que são indicadores econômicos e como eles impactam o seu bolso

Dados trazidos pelo IPCA, dólar, Selic e PIB, por exemplo, ajudam na compreensão da realidade e na escolha de investimentos

Renda Extra|Camila Nascimento, do R7*


Indicadores econômicos mostram quais são as tendências da economia
Indicadores econômicos mostram quais são as tendências da economia

Os indicadores mostram como anda a economia e apontam tendências, sendo indispensáveis para quem quer investir. Entender de que forma essas informações afetam o seu bolso é essencial para ter sucesso na gestão das finanças.

Segundo o especialista em educação financeira da Rico, Thiago Godoy, os indicadores econômicos auxiliam na tomada de decisão desde um CEO até uma pessoa física que aplica seu dinheiro. "É só analisar esses índices que você vai saber quais investimentos fazer”, afimra Godoy.

Os indicadores são dados que vão mostrar uma determinada realidade econômica. “Agrupar essas informações econômicas nos permite entender uma situação e medir todo um contexto, assim podemos fazer comparações com o passado, entender e analisar cenários”, explica.

Há vários indicadores econômicos, mas alguns deles são mais importantes, veja a seguir quais são eles:

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PIB

O PIB (Produto Interno Bruto) aponta qual foi a soma de todos os produtos e serviços negociados dentro de um território em um determinado período. “É um indicador para analisar se a economia de um país, estado ou cidade está aquecida ou se está em crise”, destaca Godoy. A economia brasileira cresceu 1% no primeiro trimestre de 2022 e totalizou R$ 2,249 trilhões. 

Se um país registrar queda no PIB por dois trimestres seguidos, isso significa que ele está em recessão técnica. Já se um país não produzir nada no período, o PIB é nulo. É pelo PIB que um investidor pode acompanhar o crescimento de um país e comparar economias internacionais.

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São contabilizados apenas bens e serviços finais para que nada sejam contados duas vezes, ou seja, é o usado o preço em que chegam até o consumidor, por isso, são levados em conta os impostos incorporados.

É comum confundir o PIB com o total de riqueza existente em uma país, um estoque das riquezas nacionais. Mas o indicador é, na verdade, o fluxo de novos bens e serviços. No Brasil, o cálculo é feito pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística). São consideradas informações coletadas pelo próprio órgão de pesquisa e de fontes externas.

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Existe também o PIB per capita, que é a divisão total de produtos e serviços produzidos em um país pelo número de habitantes. “Esse acaba sendo indicador muito associado ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), ou seja, para mostrar a qualidade de vida de um lugar, então você vai entender o contexto do lugar em que está.”

Mas algumas ressalvas devem ser feitas ao analisar o PIB. Ele ajuda a compreender melhor um local, mas não reflete a desigualdade social. Um país pode ter um PIB alto e baixa qualidade de vida, enquanto outro pode ter um PIB menor e melhor padrão de vida.

IPCA

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é considerado a inflação oficial. Segundo, o economista da Rico, o IBGE “faz uma conta com uma cesta de produtos e serviços para ver a variação dos preços”.

São analisados alimentação, transporte, vestuário, habitação, saúde, despesas pessoais, educação e comunicação. O índice indica hábitos de consumo de famílias brasileiras com renda entre um e 40 salários mínimos.

O IPCA irá apontar o quanto o custo de vida mudou no país e se o poder aquisitivo da população caiu ou não. 

A inflação desestimula investimentos, prejudica o crescimento econômico e aumenta o custo da dividida pública. As camadas menos favorecidas são as mais atingidas, já que têm menos instrumentos financeiros para se defender dos aumentos de preço.

Mas a deflação também não é o ideal para a economia. O comércio terá prejuízo se ganhar menos do que gastou para fazer um estoque. Decisões de consumo são adiadas pelas famílias, desacelerando a atividade econômica. O objetivo de uma política monetária de um país é manter a inflação baixa e relativamente estável.

Em julho, a inflação oficial caiu 0,68%, o menor resultado da série histórica do índice, iniciada em janeiro de 1980. O IPCA acumula alta de 10,07% nos últimos 12 meses, acima do dobro da meta estabelecida pelo governo.

INPC

O INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) é outro indicador relacionado à inflação do IBGE. Mas, de acordo com Godoy, a diferença é que ele está mais ligado ao varejo. “Ele é muito importante na hora de ser usado para reajustar o salário mínimo, que reflete o poder de compra, principalmente da parcela que está mais abaixo da pirâmide em relação a renda”, afirma.

Esse índice abrange famílias de um a cinco salários mínimos e tem como objetivo a correção do poder de compra dos salários pela população assalariada com o rendimento mais baixo. Essa faixa de renda foi criada com objetivo de garantir uma cobertura populacional de 50% das famílias.

Taxa Selic

A Selic é a taxa básica de juros. “Ela influencia todas as outras taxas de empréstimo de financiamento. Todas as taxas de aplicações de investimentos”, explica Godoy. Os juros altos significam que as linhas de crédito irão ficar mais caras. Ao mesmo tempo, em que os investimentos em renda fixa passam a dar mais retorno.

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O Banco Central é quem define se a taxa de juros irá diminuir ou aumentar, tendo como base a inflação. A Selic mais elevada é usada para frear o consumo e conter o avanço dos preços. No momento, a taxa de juros chegou a 13,75%, após um ciclo de aumentos.

IGP-M

Esse é um indicador registrado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) é um índice de preços que analisa diferente atividades e etapas distintas do processo produtivo e leva em conta a variação de matérias-primas usadas na construção, agricultura e indústria.

“O IGP-M irá fazer o registro de preços de bens de consumo e de bens de produção”, explica Godoy. Ele é usado na hora de reajustar tarifas públicas de energia e telefonia, em contratos de aluguéis e de prestações de serviços.

Taxa referencial

Implantada no governo Collor para combater a inflação, a TR (Taxa Referencial) está já há anos baixa. O seu cálculo está relacionado à Taxa Básica Financeira, os juros praticados pelos principais bancos do país. “A TR calcula várias aplicações financeiras, a mais conhecida é a poupança”, ressalta Godoy.

Com a Selic acima dos 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês, mais o valor da TR. Já se os juros estiverem abaixo desse valor, essa aplicação será de 70% da Selic mais a TR.

Essa taxa também impacta no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Esse dinheiro fica guardado e pode ser resgatado em determinadas oportunidades para o trabalhador. O saldo do fundo rende 3% ao ano mais a TR. Também está ligada aos títulos de capitalização, alguns financiamentos e títulos públicos.

Dólar

“O câmbio não tem uma regulação pelo estado, mas o dólar vai influenciar a economia, se essa moeda está em alta, a gente vai ter uma tendência de inflação”, afirma Thiago Godoy.

A maioria das commodities (matérias-primas com cotação internacional) são cotadas pela moeda americana, o que influência no preço dos combustíveis, alimentos e matéria-prima industriais. Além de impactar em todos os outros produtos importados e aumentar as exportações, diminuindo a oferta interna e pressionando ainda mais os preços.

Salário mínimo

O salário mínimoé o menor valor que uma empresa pode pagar pela mão-de-obra de um trabalhador. Esse indicador irá impactar diretamente na renda e no consumo, sendo importante para o crescimento econômico de um país. O piso também serve de base para aposentadorias, abono salarial e benefícios sociais

*Estágiaria sob supervisão de Ana Vinhas

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