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Após ator ser confundido com ladrão por vítima, corregedoria apura possível falha da Polícia Civil

Após 15 dias preso, Vinícius Romão deve deixar presídio nesta quarta-feira (26)

Rio de Janeiro|Do R7

Romão foi preso em 10 de fevereiro ao ser confundido com ladrão
Romão foi preso em 10 de fevereiro ao ser confundido com ladrão Romão foi preso em 10 de fevereiro ao ser confundido com ladrão

A Corregedoria da Polícia Civil apura se houve falha do delegado que estava de plantão no dia 10 de fevereiro na Delegacia do Engenho Novo (25ª DP), quando o ator Vinícius Romão teve a prisão decretada ao ser apontado pela copeira Dalva da Costa como responsável por roubar a bolsa dela.

A vítima do assalto prestou novo depoimento nesta terça (25), 15 dias após a prisão, e alegou que se confundiu ao denunciar o rapaz. A Justiça decretou a liberdade provisória dele ainda na terça, mas trâmites burocráticos adiaram para esta quarta (26) a saída do jovem do presídio Patrícia Acioli, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.

O delegado de plantão no dia da prisão não teria seguido as normas do código de processo penal, que determina que o reconhecimento de um suspeito deve ser feito com outras pessoas com características semelhantes, lado a lado.

Em entrevista à Rede Record, o delegado titular da Delegacia do Engenho Novo (25ª DP) acha que não houve erro ou “má fé” do delegado de plantão, já que havia a denúncia da vítima e de uma testemunha, um policial militar, de que Romão tinha sido o autor do roubo.

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Entenda o caso

Romão foi detido na rua no último dia 10 ao voltar do Norte Shopping, onde trabalha como vendedor. De acordo com os amigos e com o pai do jovem, ele foi confundido com um assaltante por ter características físicas (negro e com cabelo black power) semelhantes ao do suspeito. A vítima, uma funcionária do Hospital Pasteur, teria reconhecido o ator como o criminoso, apesar de a bolsa dela não ter sido encontrada com Romão.

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O pai dele, o tenente-coronel da reserva do Exército Jair Romão, de 64 anos, criticou a atuação da polícia. Ele tenta há dias visitar o filho na prisão.

— Meu filho foi completamente injustiçado, principalmente pelos policiais, que não apuraram nada. Só chegaram para a moça assaltada e disseram: 'Foi ele, não foi?' Ela acabou confirmando. Era apenas a palavra dela.

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Jair contou que, depois da novela Lado a Lado, da Rede Globo, o filho passou a trabalhar como vendedor no Norte Shopping. Ele saiu da loja Toulon depois das 22h, na segunda-feira, dia 10, e caminhava para casa, a cerca de 20 minutos dali. Quando estava sobre o viaduto de Todos os Santos, foi abordado por PMs, que ordenaram que ele deitasse no chão.

Nas redes sociais, amigos trocaram suas fotos de perfil pela de Vinícius. "Em pleno País da Copa do Mundo, preconceito racial é inaceitável. Meu amigo está preso por possuir a cor da pele semelhante à de um assaltante. Vinícius Romão, estamos todos com você", escreveu Monique Pereira.

O advogado Rubens Nogueira de Abreu, que defende Vinícius, pediu à Justiça a liberdade provisória do ator e requisitou que as imagens de prédios vizinhos ao hospital sejam analisadas.

— Testemunhas disseram que o assaltante era um cracudo [viciado em crack], sem camisa, que carregava um saco. O que aconteceu foi uma barbaridade, um reconhecimento absolutamente inoportuno, com a vítima sob forte emoção. Com certeza, a prisão do Vinícius foi motivada por preconceito.

Assista ao vídeo:

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