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Arma apreendida em ação da PRF contra bonde da milícia tem símbolo da polícia de Miami

Ao todo foram contabilizadas 12 fuzis e sete pistolas; 9 criminosos foram presos

Rio de Janeiro|Bernardo Pinho*, do R7

19 armas foram apreendidas durante a ação
19 armas foram apreendidas durante a ação 19 armas foram apreendidas durante a ação (Reprodução/Record Rio)

ação contra um "bonde da milícia" que atua na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (7), apreendeu uma arma com o brasão da polícia de Miami, dos Estados Unidos.

De acordo com o chefe Núcleo de Operações Especiais da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Alexandre Carneiro, a pistola seria da polícia americana — no entanto, a origem dela ainda não foi esclarecida. 

Segundo o secretário de Polícia Civil Marcus Amim, o símbolo foi gravado na parte de baixo da pistola, algo comum nas armas de forças especiais internacionais.

Amin explicou, ainda, que é possível rastrear uma arma como essa, exceto se ela tiver sido montada com pedaços de outros armamentos. 

No total, a operação apreendeu 12 fuzis, sete pistolas, 1.593 munições, 58 carregadores de fuzil, 17 carregadores de pistola, duas granadas e 18 coletes balísticos.

Presos seriam "puxadores de bonde"

O secretário da Polícia Civil, Marcus Amin, considerou a ação um "duro golpe" na milícia não somente pelo número de armamentos apreendidos, mas também pelos milicianos presos.

Cinco dos 15 suspeitos detidos são considerados "puxadores de bondes" da milícia — aqueles que fomentam a guerra — na região da zona oeste da capital fluminense.

O delegado João Valentim, da Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas), afirmou que entre eles estão homens de confiança das lideranças e com perfil violento.

"Sem dúvidas, a prisão mais importante é do Driel, que desarticula temporariamente o braço operacional daquela milícia que atua Antares e Santa Cruz".

As investigações apontam que Rui Paulo Gonçalves Estevão, o "Pipito" — que ainda não foi preso, despontou como chefe do grupo após a prisão do miliciano Zinho, no ano passado.

Autoridades comemoram ação sem danos colaterais

Na noite de quarta (6), o setor de inteligência da PRF recebeu a informação sobre o possível deslocamento dos milicianos. Em seguida, a intuição trocou informações com as polícias Militar e Civil para montar uma operação.

De acordo com chefe Núcleo de Operações Especiais da PRF, Alexandre Carneiro, foi pensado em um melhor horário, com menor risco para terceiros, além do local para melhor sucesso da abordagem.

Segundo Carneiro, alguns suspeitos se entregaram, enquanto outros reagiram e efetuaram disparos contra as equipes. Ele confirmou, ainda, que um homem conseguiu fugir pela área de mata.

Durante entrevista coletiva, as autoridades comemoraram que, apesar da troca de tiros e da movimentação na região, não houve inocentes baleados.

*Sob supervisão de Bruna Oliveira

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