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Concessionárias pedem que população do Rio economize água

A interrupção das operações na ETA Guandu nesta segunda-feira (28) já causa falta de água em partes da região metropolitana

Rio de Janeiro|Da Agência Brasil

Concessionárias recomendam prioridade a
atividades essenciais
Concessionárias recomendam prioridade a atividades essenciais Concessionárias recomendam prioridade a atividades essenciais

A interrupção das operações na ETA Guandu (Estação de Tratamento de Água do Guandu), a principal do Rio de Janeiro, desde a manhã desta segunda-feira (28), já causa falta de água em partes da região metropolitana. As concessionárias responsáveis pela distribuição da água tratada pela Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos) pedem à população que priorize atividades essenciais e economize o insumo.

O Sistema Guandu, que responde pelo abastecimento de 80% da água consumida na região metropolitana, chega a 11 milhões de habitantes da capital e de nove municípios da Baixada Fluminense. A estação tem capacidade de tratar 43 mil litros de água por segundo.

A Cedae teve que acionar o protocolo de contingência e interromper a captação de água por volta das 5h30, após constatar uma espuma de origem desconhecida no rio Guandu. A DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente) realiza uma operação nesta segunda-feira (28) para apurar o lançamento indevido do material químico surfactante, semelhante a um detergente. Segundo o Inea (Instituto Estadual do Ambiente), o despejo configura crime ambiental.

As concessionárias responsáveis por levar a água da Cedae ao consumidor final — Iguá Saneamento, Águas do Rio e Rio+Saneamento — recomendam à população que economize água. A Cedae estima que o rio Guandu possa voltar a ter condições normais até o fim do dia, mas a retomada total da operação na ETA leva até três horas, e o abastecimento pode demorar até 72 horas para ser normalizado em todas as partes da rede de distribuição.

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A recomendação para economizar água também foi feita pelo presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon, em uma entrevista coletiva à imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, ao lado do presidente do Inea, Philipe Campello.

"Estamos lidando com uma situação que é excepcional, uma situação que não foi conflagrada por um comportamento ou ação da Cedae ou do meio ambiente. É um crime ambiental. Apesar de termos que enfrentar um desabastecimento de algumas horas, a gente entende que fornecer água em condições inadequadas não é o desejável para a população. Para a segurança da população, essa ação foi necessária", disse Ballon. "A gente pede a compreensão da população para que, nesse período, haja uma economia maior de água." Ele acrescentou que, assim que possível, o abastecimento será restabelecido.

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O diretor de Saneamento e Grandes Operações da Cedae, Daniel Okumura, disse que o período de baixas temperaturas favorece o restabelecimento do sistema, já que o consumo é menor, e que as residências e os estabelecimentos que contam com cisterna ou caixa-d'água podem não sofrer a falta do insumo.

"Os últimos problemas que tivemos dessa magnitude foram durante o verão, que tem um maior consumo. A gente está com temperaturas baixas. O prognóstico é de 72 horas para as extremidades [da rede], mas pode ser que isso seja antecipado devido à temperatura mais amena."

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