Rio de Janeiro RJ: Operação desarticula quadrilha que lavou R$ 222 milhões do tráfico

RJ: Operação desarticula quadrilha que lavou R$ 222 milhões do tráfico

Investigação teve início após tentativa de depósito de R$ 99 mil em caixa eletrônico. Gerente sentiu odor de maconha nas cédulas e acionou a polícia

  • Rio de Janeiro | Mariene Lino, do R7*, com informações da Record TV Rio e da Agência Brasil

Agentes da Polícia Civil e do MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) desarticularam nesta sexta-feira (18) um esquema de lavagem de dinheiro de organizações criminosas, que envolve empresários de vários Estados e lavou mais de R$ 222 milhões.

Quadrilha já movimentou R$ 222 mi, segundo o MP-RJ

Quadrilha já movimentou R$ 222 mi, segundo o MP-RJ

Fernando Frazão / Agência Brasil

Ao menos 12 pessoas foram presas na ação realizada em Rio, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

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Em entrevista à Record TV Rio, o delegado responsável pelo DGPC (Departamento-Geral de Polícia da Capital), Antenor Lopes, classificou o esquema como "sofisticado" e explicou que o dinheiro era depositado em contas de empresas fictícias, que usavam nomes de laranjas para ocultar a verdadeira identidade.

Ainda segundo ele, um dos presos é um empresário que foi detido em um condomínio de alto luxo em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Além disso, um casal estrangeiro suspeito de envolvimento no esquema está foragido. Segundo as investigações, o homem é ex-prefeito de um município do Paraguai, e a esposa teria recebido mais de R$ 17 milhões provenientes do tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

O delegado disse que a investigação começou em maio de 2019 na 19ª DP (Tijuca) quando um suspeito ligado ao tráfico no morro do Borel, na zona norte do Rio, tentou fazer um depósito de mais de R$ 99 mil em notas de baixo valor. O gerente da agência acionou a polícia ao sentir um "odor característico de maconha" nas cédulas.

"Fomos desvendando uma verdadeira teia criminosa com diversas células em vários Estados, onde essas pessoas estavam se fazendo passar por empresários lícitos para poder se beneficiar do dinheiro do tráfico", afirmou Lopes.

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Os indiciados vão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de armas. Se condenados, podem pegar mais de 30 anos de prisão.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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